Hospital Regional de Marabá adota novo protocolo de trauma

 Hospital Regional de Marabá adota novo protocolo de trauma

Foto: Agência Pará

Para garantir a segurança do paciente, as unidades de assistência à saúde estabelecem procedimentos baseados em evidências científicas e clínicas. Isso é possível a partir da utilização de ferramentas como os protocolos clínicos, desenvolvidos para ajudar os profissionais a decidirem sobre as melhores condutas terapêuticas a serem seguidas. Dessa forma, para permitir maior rapidez e eficácia no atendimento de vítimas de traumatismo craniano, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, adotou o Protocolo de Traumatismo Cranioencefálico (TCE). O objetivo é reduzir os riscos de complicações pós-trauma e instituir tratamento precoce desde o acolhimento, porta de entrada na unidade.
O TCE é uma das principais causas de atendimento no Hospital Regional do Sudeste – unidade pública gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A instituição é referência em trauma de média e alta complexidades para 22 municípios paraenses. Em geral, os casos atendidos são decorrentes de acidentes de trânsito.
Segundo o neurocirurgião Sandro Cavalcante, um dos envolvidos na criação do protocolo, o novo fluxo orienta as medidas que devem ser adotadas no primeiro atendimento ao paciente, dependendo da gravidade do caso. ‘‘Muitas vezes esse organograma determina que a prioridade é fazer o suporte clínico do paciente e aguardar um tempo para fazer a tomografia. Em outras situações, deve-se fazer a tomografia primeiro e o suporte clínico depois. Assim, o médico vai ser capaz de estratificar quais são os pacientes que se encaixam na primeira ou segunda situação’’, explica.
O diretor técnico da unidade, urologista Cassiano Barbosa, argumenta que o novo protocolo adotado também tem o objetivo de reduzir casos de óbitos de pacientes atendidos com esse perfil. ‘‘Estamos iniciando com um pacote de medidas que partem da prescrição inicial da assistência no acolhimento. Vamos monitorar as evoluções a partir de certos indicadores e, posteriormente, poderemos adotar outros procedimentos. Mas a ideia básica é mensurar o atendimento ao traumatismo cranioencefálico, corrigir possíveis desvios e, assim, ampliar a segurança do paciente’’, comenta o diretor Técnico.
Para o diretor geral da unidade, Valdemir Girato, o maior beneficiado é o paciente. ‘‘A maioria dos nossos pacientes chega aqui por conta de acidentes automobilísticos, e são casos graves, pacientes realmente de emergência. Assim, seguindo o protocolo, o atendimento dele vai ser mais seguro, mais preciso e mais rápido’’, afirma o administrador.
Nesse sentido, o Protocolo de TCE se une a outras medidas adotadas pelo Hospital Regional de Marabá para assegurar uma assistência qualificada, como os Protocolos de Segurança do Paciente, estabelecidos pelo Ministério da Saúde, e a classificação de riscos assistenciais, avaliados no momento de admissão do usuário e cujo objetivo é identificar os riscos de queda, lesão por pressão e alergia a medicamentos, fatores que podem comprometer a recuperação no ambiente hospitalar.
Por Aretha Fernandes – Agência Pará

Deo Martins

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