Bebês nascidos no Regional de Marabá poderão fazer o Teste do Pezinho no hospital

A partir de novembro, as crianças nascidas no Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, terão acesso ao Teste do Pezinho dentro da unidade. O serviço é resultado de uma parceria entre a instituição e a Secretaria Municipal de Saúde, firmada no dia 20 de outubro. Antes de ser iniciado o serviço, no próximo dia 3, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos do HRSP foram capacitados por profissionais do município.

O Teste do Pezinho é realizado a partir de gotas de sangue coletado do calcanhar do bebê, para diagnosticar precocemente doenças como a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, a fibrose cística e a anemia falciforme, que afetam o desenvolvimento físico e mental do indivíduo. A coleta do material será feita no hospital por servidores da Prefeitura de Marabá.

O serviço beneficiará recém-nascidos que, por complicações no parto, ficam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do HRSP, ultrapassando o período ideal de realização do exame, que é até o quinto dia de vida da criança. Atualmente, a taxa de ocupação da UTI é de 94,42%.

“Nós já vínhamos buscando essa parceria com o município justamente para identificar as doenças diagnosticadas pelo teste. Este é mais um projeto para a melhoria da assistência e, a partir da semana que vem, começaremos a realizá-lo na unidade”, afirmou o diretor Leisson Pinheiro, durante a assinatura da parceria, que contou com presença da coordenadora de Saúde da Mulher de Marabá, Camila Lopes Chagas, e de Ludimilia Martins, também representando a Prefeitura Municipal de Marabá. Elas também foram recebidas na unidade pelo diretor Geral, Valdemir Girato.

Hospital faz acolhimento diferenciado às mães com filhos internados em UTI

A gestação é um momento único na vida da maioria das mulheres, durando em torno de 40 a 42 semanas de espera, que geralmente vem acompanhada de muitos planos repletos de alegria. Porém, algumas mulheres sofrem complicações durante o período de gravidez, e acabam tendo partos prematuros, desencadeando em diversas complicações na recuperação do bebê, que necessita de cuidados especiais.

No Hospital Regional do Sudeste do Pará, as mães que se encontram em situações difíceis, tendo que acompanhar a recuperação de seus filhos de forma bem restrita, podem partilhar suas angústias e anseios em reuniões de grupo que acontecem uma vez na semana. A iniciativa faz parte do projeto “Amor Maior”, pensado para acolher as mães com filhos internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Pediátrica, formando uma rede de apoio afetivo-emocional, com objetivo de minimizar o sofrimento delas em relação à situação do bebê.

Como foi o caso de Jéssica Jenifer Farias Costa, que viveu momentos difíceis durante os 30 dias em que seu bebê esteve internado na UTI Neonatal do HRSP. “Quando eu recebi a notícia de que meu parto seria prematuro, foi um susto muito grande, pois eu estava fazendo meu pré-natal certinho. Entrei em desespero e, por diversos momentos, eu achava que ia perder a minha filha”, relata a mãe, que teve complicações durante a gravidez e teve sua filha pouco antes de completar sete meses de gestação.

Durante a internação da criança, Jéssica participou duas vezes do grupo “Amor Maior”. “Não é fácil achar que a qualquer momento vamos perder nosso filho. É uma angústia e um misto de emoções muito ruim. O grupo me ajudou a desabafar, expressar tudo de ruim que estava dentro de mim, e também a conhecer outras histórias e buscar forças para seguir em frente, sempre com muita fé em Deus e em toda equipe que estava cuidando da minha filha”, relata a mãe.

Segundo a psicóloga responsável pelo projeto, Patrícia Oeiras, o foco é acolher essas mães e tornar o momento da internação mais leve. “Muitas são mães iniciantes, a grande maioria jovens e inexperientes, o que dificulta bastante o processo de aceitação da situação em que se encontram, dificultando inclusive no tratamento das crianças, que necessitam de cuidados especiais e diferenciados”, explica.

O grupo reúne-se uma vez por semana, com uma programação que inclui dinâmica de apresentação, seguida de diálogo participativo, permitindo integração e trocas de vivências das mães. “Por mais que os diagnósticos das crianças sejam diferentes, as mães encontram-se em situações semelhantes, por isso, a troca de experiência é fundamental nesse processo de aceitação e alívio das angústias”, ressalta a psicóloga.

Atualmente, o HRSP conta com 18 leitos de UTI Neonatal e Pediátrica. Segundo o diretor Geral do hospital, o acolhimento feito com essas mães é de fundamental importância, principalmente no que diz respeito ao tratamento. “Quando se tem um filho internado, os pais sofrem muito com isso. Então o projeto vem para confortar a mãe, vem para ajudar no processo de recuperação dentro do hospital, pois conseguimos quebrar vários obstáculos entre a mãe e a equipe assistencial, facilitando assim o atendimento ao bebê”, ressalta o diretor.

Este ano, o HRSP completa dez anos. A unidade é referência no atendimento em neurocirurgia, traumatologia, ortopedia e cirurgia geral. Pertence ao Governo do Estado do Pará, público e gratuito, gerido pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospital, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Em uma década, o hospital já realizou mais de 2.700.000 atendimentos, entre internações, cirurgias, consultas, exames e sessões de reabilitação especializada. O índice de satisfação do usuário, nesses anos, é de 94%.

Por Aretha Fernandes – Agência Pará

Deo Martins

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