Preso acusado de aplicar golpe contra pecuaristas

 Preso acusado de aplicar golpe contra pecuaristas

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Geraldo Pereira Cardoso, conhecido por Geraldinho, acusado de se passar por liderança de sem-terras para praticar extorsão contra fazendeiros da região Sul do Pará, foi preso nesta terça-feira (11), em cumprimento de mandado de prisão preventiva. Geraldo é acusado de praticar o chamado golpe da “indústria da terra” em que manipulava trabalhadores rurais para convencê-los a invadir fazendas e depois passava a exigir dinheiro dos donos das terras para desocupar as áreas.

Ele teve a ordem de prisão decretada pela Justiça por solicitação do delegado Valdivino Miranda, titular da Deca de Redenção, e Antonio Miranda Neto, titular da Superintendência. A prisão foi realizada durante a operação denominada “Terra Prometida”.

Ao ser preso, o acusado foi flagrado com uma espingarda de calibre 16 e um colete balístico da Polícia Militar do Pará. As investigações mostram que o acusado pretendia se deslocar para a região de Altamira, no sudoeste paraense, para invadir terras e também extorquir pecuaristas.

De acordo com o delegado Antonio Miranda, o preso é investigado por praticar os crimes de estelionato, associação criminosa armada e falsidade ideológica contra pecuaristas do sul do Pará. Ele é acusado de organizar pessoas para invadir posses ou propriedades rurais na região do Xingu no Pará. Após ocupar as áreas, ele passava a fazer pressões psicológicas contra os donos das propriedades a negociarem a saída dos invasores mediante pagamento em dinheiro.

Há casos em que os fazendeiros chegaram a fazer negociação da venda da terra para pessoas interessadas em adquiri-las como forma de se livrar da terra e repassar a negociação de saída dos invasores da área para o novo dono.

No caso mais recente, explica o delegado, o acusado e outros envolvidos negociaram com fazendeiros que haviam recentemente adquirido uma área o recebimento de quantia superior a R$ 2 milhões.

“Esses valores seriam repassados aos demais acampados como forma de indenização pelos gastos que tiveram no local enquanto permaneceram na área”, explica. O valor foi pago, porém Geraldo e os comparsas se apropriaram de maior parte do dinheiro. No início deste ano, o acusado chegou a viajar em passeio para a França graças aos valores adquiridos no esquema criminoso.

A área estava em processo de negociação entre o Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Incra, Ouvidoria Agrária Nacional, antigos fazendeiros, ocupantes e outros órgãos, visando a implantação de um projeto de assentamento.

O preso vai permanecer recolhido à disposição da Justiça.

(Com informações da Polícia Civil)

Deo Martins

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *