Comunidades indígenas dos povos Xikrins do Cateté recebem visita técnica da Sempror

 Comunidades indígenas dos povos Xikrins do Cateté recebem visita técnica da Sempror

Na última semana a equipe técnica da Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror) estiveram durante seis dias, em visita às 14 aldeias que integram o complexo Carajás. O objetivo da expedição até as tribos dos povos Xikrins do Cateté foi mapear as demandas agrícolas e realizar a entrega de novas mudas para plantio.

As comunidades indígenas incluídas no roteiro foram a Kankrokroc, Krimey, Pratinhopury, Kametkore, Djudje-kõ, Kateté, Kenhoro, Pokrô, Pukatingran, Kuíko, Oodjan, Pikatyokrãi, Tep-Krê e BadjonKore). A missão contou com quatro profissionais que integram o Programa de Mecanização e Vercatilização da Sempror, o técnico administrativo, Edvânio Araújo, o técnico agrícola, Leandro Colasso, a técnica Michelle Oliveira e a engenheira civil, Shayane Rocha. A visita às aldeias faz parte do cronograma de atividades já desenvolvido pela Sempror em cumprimento aos Princípios Norteadores do Município de Parauapebas, entre eles, a valorização dos cidadãos de Parauapebas independente de raça ou etnia.

Além de levar mais orientação e aumentar a segurança alimentar dos indígenas, a proposta do governo municipal visa oferecer a garantia de uma produção agrícola sustentável, minimizando os impactos ambientais, propondo para as aldeias plantarem e produzirem alimentos em áreas já utilizadas, o que evita o desiquilíbrio ambiental que possa prejudicar a cultura indígenas.

Esse acompanhamento que fazemos nas aldeias, busca orientar as tribos para o uso apenas de áreas mecanizadas, ou seja, aquelas que já se praticam o cultivo. Quanto menos áreas degradadas, mais chances de sobrevivências das etnias”, detalhou o técnico Edvânio Araújo.

O Programa de Verticalização e Mecanização Agrícola, é um dos programas de investimento oferecido pela Prefeitura de Parauapebas às comunidades rurais, e um dos planos de ação de apoio está o Programa de Técnica Social. “Seguimos para as aldeias com essa responsabilidade de preparar os indígenas sobre a conscientização do plantio ordenado e planejado, uma das ideias é levar até eles a cultura também do cacau, e assim elevar o potencial econômico da região”, explicou o técnico agrícola, Leandro Colasso. A expedição iniciou em 19 de junho e encerrou no último dia 25.

Texto Cleidi Rodrigues/ Ascom-PMP – Fotos Sempror

Deo Martins