Paysandu joga sob protesto e prepara ação judicial contra a CBF por falhas de segurança

 Paysandu joga sob protesto e prepara ação judicial contra a CBF por falhas de segurança

Imagem ilustrativa

O Paysandu formalizou, neste domingo (11/10), uma contestação contundente junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O clube bicolor manifestou sua discordância formal em relação às decisões que determinaram a retomada da partida contra o Brusque, válida pela Série C do Campeonato Brasileiro. Em ofício, a diretoria alviceleste deixou claro que a entrada em campo para concluir os minutos restantes do confronto ocorreu estritamente para evitar sanções esportivas, mantendo o protesto e a reserva de todos os seus direitos jurídicos.

Questionamentos sobre a segurança e a organização da partida

A tensão entre o clube paraense e as entidades organizadoras teve origem na interrupção do jogo em Santa Catarina, quando falhas estruturais em uma torre de filmagem, localizada no setor destinado à torcida visitante, foram identificadas. O Paysandu sustenta que o risco, reconhecido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, decorreu de falhas graves de organização e segurança por parte do clube mandante.

Baseando-se nos artigos 203 e 211 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), a diretoria bicolor argumenta que o confronto deveria ter sido encerrado definitivamente. Na visão do clube, o descumprimento das normas de segurança pelo Brusque deveria resultar na perda dos pontos da partida e na atribuição do resultado favorável ao Paysandu, que vencia o duelo por 1 a 0 no momento da paralisação.

Prejuízos esportivos e falta de isonomia

Outro ponto central da reclamação bicolor é a determinação de que o complemento do jogo fosse realizado com portões fechados. O clube aponta um prejuízo esportivo direto, visto que torcedores paraenses viajaram até Santa Catarina para apoiar a equipe, sendo impedidos de acompanhar o desfecho da partida. Para a diretoria, a medida fere a isonomia do campeonato, especialmente ao comparar a situação com o confronto entre Ferroviária e Inter de Limeira, que, mesmo integrando o mesmo grupo, teve a presença de público autorizada.

O Paysandu também questionou a paralisação do jogo em Araraquara, no interior de São Paulo. Segundo o clube, a interrupção não estaria amparada pelas hipóteses previstas no Manual de Competições da CBF. A falta de simultaneidade entre os jogos, segundo a argumentação jurídica, permitiu que adversários diretos entrassem em campo com o conhecimento prévio do resultado da partida do Papão, comprometendo a transparência e a igualdade de condições na reta final da competição.

Busca por auditoria e responsabilização

Diante do cenário, o departamento jurídico do Paysandu solicitou formalmente à CBF o envio de laudos de segurança, relatórios oficiais e documentos de auditoria referentes aos dois confrontos. O clube reafirmou que, embora tenha cumprido a determinação de concluir o jogo para não sofrer penalidades administrativas, a medida não representa qualquer concordância com as decisões tomadas pelas entidades.

O caso promete novos desdobramentos nos tribunais desportivos, com o clube reservando-se o direito de buscar a responsabilização do Brusque e a aplicação de medidas cabíveis. A situação expõe a fragilidade logística e os desafios enfrentados pelos clubes na Série C, reforçando a necessidade de transparência nas decisões da entidade máxima do futebol brasileiro. Para acompanhar os próximos capítulos desta disputa jurídica e todas as atualizações sobre o desempenho do Papão e o cenário do futebol nacional, continue acompanhando o Infopebas, seu portal de referência para notícias com credibilidade e profundidade.

    Deo Martins