Novos áudios ligam Isabelle Caracristi a esquema de apostas e processos por estelionato

 Novos áudios ligam Isabelle Caracristi a esquema de apostas e processos por estelionato

Imagem ilustrativa da notícia Caso Isabelle Caracristi: novos áudios apontam relação da jovem com apostas e estelionato

O caso envolvendo a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, que faleceu após uma queda do 23º andar de um edifício, ganhou contornos ainda mais complexos com a revelação de novos áudios. As gravações, divulgadas pelo programa Balanço Geral, da Record, sugerem que a jovem mantinha uma relação de longa data com o mercado de apostas, atividade que, segundo relatos, teria motivado uma ação judicial por estelionato movida contra ela.

Áudios revelam histórico de apostas e movimentações financeiras

Nas mensagens de voz atribuídas a Isabelle, a estudante afirma que atuava no setor de apostas há mais de cinco anos. Em um dos trechos, ela chega a comparar sua rotina com a de outros jovens, destacando que, enquanto seus pares se dedicavam exclusivamente aos estudos acadêmicos, ela conseguia gerar renda através dessas plataformas digitais.

O conteúdo das gravações aponta que a estudante realizava movimentações financeiras para terceiros. Segundo o relato, colegas solicitavam que ela gerenciasse valores em apostas, e Isabelle alegava que, caso o rendimento superasse o montante combinado, o excedente seria devolvido aos investidores. Essas mensagens foram enviadas a uma mulher que, posteriormente, ingressou com uma ação judicial por danos morais e materiais, acusando a estudante de estelionato.

Investigações sobre a motivação da queda

A existência do processo judicial, que veio à tona apenas após a morte da jovem, adicionou uma nova camada de análise para as autoridades. A defesa da mulher que moveu a ação afirma que Isabelle faleceu sem ter conhecimento da demanda judicial. Diante disso, investigadores apuram a hipótese de que o medo da exposição de supostos golpes e a pressão financeira poderiam ter contribuído para o estado emocional da estudante, embora essa possibilidade permaneça como uma linha de investigação e não como uma conclusão definitiva.

O caso é acompanhado de perto pela Justiça do Ceará, que busca entender o contexto completo que antecedeu o trágico incidente. A perícia técnica realizada no local da ocorrência descartou a possibilidade de acidente ou de que a jovem tenha sido empurrada, apontando para uma queda voluntária.

Situação jurídica de João Munhoz Neto

Paralelamente, o noivo da estudante, João Munhoz Neto, de 34 anos, segue sob investigação. Ele havia sido detido em 22 de setembro sob a suspeita de ter induzido Isabelle ao suicídio e de obstrução da Justiça. No entanto, no dia 1º de outubro, a 5ª Vara do Júri de Fortaleza revogou sua prisão preventiva, acatando manifestação do Ministério Público.

Atualmente, Munhoz cumpre medidas cautelares, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de se ausentar da comarca e o afastamento dos familiares da vítima. A defesa do empresário nega veementemente as acusações de abuso psicológico e controle, contestando os relatos que descrevem um relacionamento abusivo. A polícia continua analisando mais de 700 imagens de câmeras de segurança e já ouviu 25 testemunhas para esclarecer as circunstâncias do caso.

O Infopebas segue acompanhando os desdobramentos deste caso, comprometido em trazer informações apuradas e relevantes para o leitor. Continue acompanhando nosso portal para atualizações sobre esta e outras notícias que impactam a sociedade.

    Deo Martins