Médico conhecido como médico das estrelas é solto após prisão por descumprir medida protetiva em Marabá

Reprodução / correiodecarajas.com.br
O médico Francisco Miranda Cruz Filho, conhecido popularmente como médico das estrelas, recuperou a liberdade após passar por uma audiência de custódia realizada no estado do Pará. Ele havia sido detido na noite de sexta-feira (23), em Marabá, sob a suspeita de descumprir uma medida protetiva de urgência concedida em favor de sua ex-mulher.
A prisão ocorreu após acionamento da Polícia Militar e registro do caso na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher. No entanto, durante a audiência de custódia realizada no sábado (24), o Ministério Público manifestou-se favorável à concessão de liberdade provisória, entendimento que foi prontamente acatado pelo Poder Judiciário local.
O flagrante em estabelecimento comercial
De acordo com o depoimento prestado pela vítima à polícia, o episódio aconteceu em um restaurante da cidade. A mulher relatou que percebeu o ex-marido passando repetidas vezes de carro em frente ao local, com os vidros abertos, antes de entrar no estabelecimento acompanhado da atual esposa.
A proteção judicial havia sido concedida em favor da vítima em junho de 2026, estipulando uma distância mínima obrigatória de 100 metros entre ambos. A denúncia aponta que a presença do investigado foi inicialmente notada pela filha do ex-casal, que alertou a mãe sobre a situação no interior do ambiente.
Atuação policial e enquadramento legal
Após ser informada sobre a aproximação, a mulher acionou as autoridades por meio do telefone 190 e buscou suporte na delegacia especializada. Equipes da Polícia Militar compareceram ao endereço para averiguar a denúncia e dialogar com o médico envolvido na ocorrência.
O caso foi formalmente registrado com base no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, que criminaliza o descumprimento de decisões judiciais protetivas. O Correio de Carajás tentou contato com a defesa do profissional, mas não obteve retorno até o fechamento da apuração.
Posicionamento do Ministério Público
O órgão ministerial esclareceu que a existência de indícios sobre a prática de um delito não acarreta, de forma automática, a manutenção da prisão preventiva. Conforme a promotoria, a privação de liberdade antes de condenação é uma medida excepcional que exige comprovação de risco concreto à ordem pública ou à integridade da vítima.
Na avaliação do caso, o órgão apontou que não houve registro de ameaças verbais diretas, agressões físicas ou novas tentativas de contato pessoal durante o episódio no restaurante. Ainda assim, o descumprimento da distância mínima continua sob rigorosa investigação pelas autoridades competentes.
Manutenção das restrições judiciais
Mesmo com a concessão da liberdade provisória, as determinações protetivas continuam plenamente ativas. O investigado permanece proibido de se aproximar da ex-mulher e deve cumprir todas as demais exigências estipuladas pela justiça para evitar novas sanções.
As autoridades reforçaram que qualquer nova violação das normas poderá resultar em uma reavaliação imediata da necessidade de prisão preventiva, garantindo a proteção integral da vítima conforme previsto na legislação brasileira.
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Fonte: correiodecarajas.com.br

