Flávio afasta mudanças em pisos de saúde e garante reajuste real do salário mínimo

 Flávio afasta mudanças em pisos de saúde e garante reajuste real do salário mínimo

Jean Carniel / Reuters

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou durante sabatina que pretende manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação, descartando qualquer desvinculação desse índice. O político também garantiu que não vai alterar a Constituição para modificar os pisos constitucionais destinados aos gastos com saúde e educação, rechaçando propostas que circulavam no debate público.

As declarações ocorreram em resposta direta aos questionamentos feitos pela entrevistadora Renata Lo Prete na sabatina da TV Globo. Durante a campanha, adversários políticos, incluindo o atual mandatário Luiz Inácio Lula da Silva (PT), têm utilizado inserções em propagandas eleitorais para sugerir que eventuais cortes fiscais planejados pelo grupo liberal atingiriam direitos sociais fundamentais.

Propostas para o Orçamento e corte de gastos

Apesar de afastar reduções em áreas sociais sensíveis, Flávio Bolsonaro reforçou que pretende buscar o equilíbrio fiscal por meio de outras frentes administrativas. Entre as medidas citadas pelo candidato estão o corte de gastos operacionais em ministérios, a enxugação da máquina pública com estatais e a retomada de um programa de privatizações.

O presidenciável também mencionou a securitização de créditos tributários que a União tem a receber como um mecanismo para injetar recursos adicionais no Orçamento federal anualmente. Outras alternativas apontadas para aliviar as contas públicas englobam a comercialização de imóveis pertencentes ao governo federal e o avanço na exploração petrolífera da Margem Equatorial.

Garantias para aposentadorias e benefício continuado

Em agenda recente, o candidato do PL já havia rechaçado a hipótese de modificar a metodologia de reajuste para as aposentadorias e para o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A polêmica surgiu após especulações de que sua equipe econômica avaliaria alterações nesses indexadores para conter o déficit fiscal do país.

“Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa”, declarou na ocasião, rebatendo o que classificou como desinformação propagada por opositores políticos. Segundo o postulante ao Executivo federal, o foco de sua gestão na economia de recursos estaria voltado para o combate à corrupção e para a reversão de resultados financeiros negativos em empresas estatais.

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    Deo Martins