Família é presa após morte de recém-nascida

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Um caso de extrema gravidade chocou a zona leste de São Paulo nesta segunda-feira (12/10). A Polícia Civil efetuou a prisão de quatro adultos — pai, mãe, avó e bisavó — sob a suspeita de envolvimento direto na morte de uma recém-nascida. Além das prisões, um adolescente, irmão do pai da criança, foi apreendido pelas autoridades durante a operação que desvendou a trama familiar.
Investigação e confissão dos envolvidos
A apuração policial ganhou contornos decisivos após os agentes notarem contradições nos depoimentos dos suspeitos. Segundo as autoridades, André Dias Cardozo Jo e Maryana Luysa dos Santos Cunha, pais da bebê, admitiram o crime durante o interrogatório. O pai confessou ter asfixiado a recém-nascida, enquanto a mãe teria auxiliado tanto na execução quanto na tentativa de ocultação do cadáver.
O corpo da criança foi localizado dentro de uma sacola plástica, escondido no banheiro de uma residência. A perícia técnica foi fundamental para o desfecho do caso: exames realizados no corpo da bebê confirmaram que ela chegou a respirar após o nascimento, derrubando a versão inicial sustentada pelos familiares de que a criança teria nascido sem vida.
Alteração da cena do crime e prisões
Além dos pais, a polícia prendeu Geni de Lourdes Dias Candido e Luciana de Fátima Dias Candido, avó e bisavó de André Jo, respectivamente. De acordo com o portal Metrópoles, as duas foram autuadas em flagrante por fraude processual e falso testemunho, acusadas de terem alterado a cena do crime para dificultar o trabalho das autoridades.
O delegado Luan Pereira de Andrade Negão, responsável pela condução do inquérito, destacou que a atuação presencial da equipe, aliada ao acompanhamento médico-legal rigoroso, foi determinante para esclarecer a dinâmica dos fatos. A polícia já solicitou à Justiça a conversão das prisões em flagrante para prisões preventivas, medida que visa garantir a ordem pública e a continuidade das investigações.![]()
Desdobramentos e contexto jurídico
O caso segue sob análise do Poder Judiciário, que deve decidir sobre a manutenção da custódia dos quatro adultos e o destino do adolescente apreendido. Até o momento, a defesa dos envolvidos não foi localizada para comentar as acusações. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) ainda não emitiu um posicionamento oficial detalhado sobre os próximos passos do processo.
Este episódio levanta questões profundas sobre a proteção à infância e a responsabilidade familiar em casos de violência doméstica extrema. O desfecho trágico, que envolve três gerações da mesma família, permanece sob investigação para determinar se houve planejamento prévio ou motivações específicas que levaram ao crime.
O Infopebas segue acompanhando o desenrolar deste caso e as atualizações das autoridades judiciárias. Continue conosco para se manter informado sobre os fatos que impactam a sociedade, com a credibilidade e a profundidade que você exige em nossa cobertura jornalística.

