Polícia Civil prende líder de esquema de roubo e receptação de celulares no Rio de Janeiro

Divulgação/PCERJ
A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou a prisão de um homem apontado como o principal receptador e líder de uma quadrilha especializada em roubos de aparelhos telefônicos e fraudes financeiras no estado. A captura ocorreu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, durante uma operação voltada a desarticular a cadeia criminosa que movimenta o mercado ilegal de dispositivos móveis na região metropolitana.
De acordo com as investigações conduzidas pela 15ª Delegacia de Polícia, o esquema criminoso contava com uma rede estruturada que ia desde a abordagem violenta nas ruas até o desbloqueio técnico dos aparelhos para a realização de transações bancárias ilícitas. A ofensiva policial busca devolver a tranquilidade a motoristas e pedestres que circulam por pontos vulneráveis da capital fluminense.
Apreensão de materiais e desdobramentos da investigação
Durante o cumprimento do mandado na residência do suspeito, os agentes apreenderam cerca de 30 celulares, uma arma de fogo, munições e diversos produtos adquiridos com dados bancários extraídos dos dispositivos das vítimas. Entre as mercadorias recuperadas estavam televisores, aparelhos de ar-condicionado e bebidas alcoólicas compradas fraudulentamente.
O levantamento policial teve início após o registro de ocorrências na região do Túnel Rafael Mascarenhas, na Zona Sul, onde criminosos se aproveitavam do trânsito intenso para abordar motoristas. A análise de imagens de segurança e o rastreamento de compras indevidas permitiram mapear a atuação do grupo e identificar a central de receptação comandada pelo investigado.
Modus operandi e o mercado ilegal de aparelhos
Conforme o inquérito, o homem detido atuava como o principal financiador da cadeia delituosa, pagando valores que variavam entre R$ 800 e R$ 1,2 mil por cada aparelho subtraído. O preço pago dependia diretamente do modelo do dispositivo e da obtenção prévia da senha de desbloqueio fornecida pelos executores dos assaltos.
Com o acesso liberado, os criminosos invasores conseguiam invadir aplicativos de bancos, realizar transferências instantâneas e contrair empréstimos em nome das vítimas. A corporação também identificou um segundo envolvido, apontado como o responsável pelo recrutamento de assaltantes e pelo fornecimento do armamento utilizado nos crimes, tendo sua prisão preventiva já solicitada à Justiça.
Balanço da Operação Rastreio no estado
A prisão do chefe da quadrilha integra as ações contínuas da Operação Rastreio, estratégia desenvolvida pela Polícia Civil para combater o furto, o roubo e a receptação de eletrônicos em território fluminense. O trabalho integrado das delegacias tem mirado toda a rota do crime para desestimular o comércio clandestino.
Através dessas diligências, mais de 13,5 mil celulares já foram recuperados pelas forças de segurança estaduais, sendo que cerca de 6 mil aparelhos retornaram aos legítimos proprietários. O cerco policial acumula mais de 940 prisões de criminosos envolvidos diretamente nas abordagens violentas ou na revenda clandestina.
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