Meta fecha acordo judicial com adolescente em processo sobre vício em redes sociais

REUTERS/Francis Mascarenhas
A Meta chegou a um acordo com uma adolescente que acusava a empresa de ter projetado o Instagram e o Facebook para serem viciantes, causando problemas de saúde mental e distúrbios alimentares, conforme informaram os advogados da autora.
O acerto jurídico ocorreu após o início da seleção do júri para um julgamento que analisaria as acusações de dois jovens, identificados como SJ e KDB, contra a Meta e a Snap Inc. A big tech já havia firmado um acordo com SJ dias antes e agora encerra o litígio com KDB, fazendo com que o processo prossiga apenas com as acusações direcionadas à controladora do Snapchat.
Negociações e repercussão jurídica
A defesa da jovem destacou a importância de responsabilizar as corporações de tecnologia pelos impactos gerados aos usuários mais jovens. Segundo os representantes legais, a resolução busca garantir maior segurança e reparação diante do uso compulsivo das plataformas.
Por outro lado, um porta-voz da Meta pontuou que acordos, arquivamentos e julgamentos fazem parte do trâmite regular de análise para este tipo de demanda. A empresa reiterou que continuará a se defender no tribunal e destacou o histórico de desenvolvimento de ferramentas voltadas à proteção digital ao longo da última década.
O contexto dos processos-teste
Esta disputa faz parte de uma série de julgamentos conduzidos em um tribunal estadual de Los Angeles, que avalia alegações de jovens sobre o desenvolvimento de dependência digital após o surgimento de plataformas como Meta, Snap, TikTok e YouTube. Os demandantes envolvidos no caso relatam ter iniciado o consumo de conteúdo digital ainda na infância.
As ações judiciais foram selecionadas entre milhares de processos pendentes como casos-testes. A expectativa do meio jurídico é de que os desdobramentos e eventuais veredicos sirvam de parâmetro para a resolução de conflitos semelhantes em todo o sistema judicial.
Posicionamento das empresas de tecnologia
As companhias envolvidas nas disputas negam veementemente que seus produtos tenham sido concebidos com o objetivo de gerar vício em crianças e adolescentes. Em manifestações públicas, os representantes corporativos argumentam que investimentos constantes são feitos para transformar os ambientes virtuais em espaços seguros e construtivos.
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