Ministério público pede que policial que atropelou família vá a júri popular

 Ministério público pede que policial que atropelou família vá a júri popular

Reprodução/Câmera de Monitoramento

O Ministério Público de São Paulo deu um passo decisivo em direção ao julgamento de um caso de grande repercussão que chocou a capital paulista. A promotoria solicitou que o policial civil Douglas Willian Pedroso seja julgado perante a Vara do Tribunal do Júri, sob a acusação de tentativa de homicídio com dolo eventual, após atropelar uma mãe e seus dois filhos na zona norte da cidade.

Entenda o pedido do ministério público

A manifestação oficial foi apresentada pela promotora Roberta Maria de Barros Fernandes, que endossou as conclusões obtidas pela Corregedoria da Polícia Civil. Para o órgão ministerial, o conjunto probatório colhido durante as investigações aponta claramente para a existência de indícios de três tentativas de homicídio sob a modalidade de dolo eventual, situação jurídica configurada quando o condutor assume conscientemente o risco de matar ao adotar posturas extremas ao volante.

De acordo com os apontamentos da promotoria, as análises periciais e os depoimentos demonstraram que o motorista não apenas conduzia o veículo sob efeito de álcool, mas também trafegava em velocidade incompatível com a via e desrespeitou a sinalização semafórica ao cruzar o caminho de pedestres na faixa regulamentar.

Dinâmica do atropelamento e gravidade das lesões

O episódio ocorreu no final do mês de setembro, na Avenida Cruzeiro do Sul, situada na zona norte da capital paulista. Na ocasião, o veículo guiado pelo agente atingiu violentamente uma mãe e duas crianças que realizavam a travessia na faixa destinada a pedestres. O impacto resultou em ferimentos graves para os membros da família, com destaque para a situação clínica de uma das crianças, que sofreu traumatismo craniano, fraturas e precisou ser submetida a procedimentos cirúrgicos complexos de longa duração.

Após o impacto, o motorista não realizou o atendimento imediato às vítimas. Em depoimento prestado às autoridades competentes, ele negou o consumo prévio de substâncias alcoólicas e argumentou que imaginava ter colidido contra um objeto na via pública. Contudo, exames médico-legais realizados logo após o episódio atestaram a condição de embriaguez.

Desdobramentos judiciais e situação do investigado

O policial encontra-se atualmente sob custódia preventiva enquanto o processo tramita nas instâncias competentes da Justiça estadual. Embora a fase inicial da investigação tenha tratado o caso sob a ótica de delitos de trânsito, o aprofundamento das apurações permitiu a reclassificação jurídica da conduta para crimes dolosos contra a vida. Para mais detalhes sobre investigações e o acompanhamento de casos judiciais em andamento, acesse o portal Metrópoles.

O pedido formalizado pelo Ministério Público ainda precisa ser analisado e acolhido pelo Poder Judiciário para que o réu seja submetido ao conselho de sentença no Tribunal do Júri. Acompanhe o Infopebas para continuar bem informado sobre esta e outras notícias de relevância nacional, com cobertura completa e compromisso com a apuração rigorosa.

    Deo Martins