I Festival de Chorinho da Amazônia reúne famílias e valoriza artesãs em Canaã dos Carajás

Após o sucesso da primeira apresentação em Parauapebas, o I Festival de Chorinho da Amazônia chegou a Canaã dos Carajás no dia 9 de outubro. Com patrocínio master da Vale, por meio da Lei Rouanet, o projeto reuniu os grupos Marachoro, de Marabá (PA), e Toca Choro, de Palmas (TO), na Praça do Lago da Prefeitura, para celebrar a música instrumental brasileira, valorizar o gênero e promover o intercâmbio entre artistas.
A programação reuniu famílias, casais e grupos de amigos em uma noite de música e convivência ao ar livre. Entre os espectadores, estavam tanto admiradores do chorinho quanto pessoas que ouviam o gênero pela primeira vez. O encontro proporcionou a esses novos ouvintes uma oportunidade de conhecer outras sonoridades e ampliar seu repertório cultural.
Realizado pela TheRoque Produções e pelo Ministério da Cultura, o festival integra um circuito que contempla Parauapebas, Canaã dos Carajás, Marabá e Belém. A iniciativa valoriza e difundi o choro produzido na Amazônia Legal, dando visibilidade aos artistas e às diferentes expressões do gênero na região.
Na apresentação de Canaã dos Carajás, o clima de confraternização também apareceu na maneira como parte do público se acomodou para acompanhar as apresentações. Algumas pessoas levaram cadeiras e mesas de praia, além de vinho e tira-gostos para compartilhar, acrescentando um toque de descontração à experiência musical.
Recém-chegado a Canaã dos Carajás, o contador Anderson Dayan, ficou muito satisfeito com a iniciativa cultural.
“Foi uma noite maravilhosa, com um projeto que desperta muitas memórias afetivas. Iniciativas assim precisam ser incentivadas e divulgadas, para que mais pessoas participem. O chorinho faz parte da nossa história e da nossa cultura, e projetos como esse precisam ter continuidade para manter essa tradição brasileira viva”, elogiou.
O grupo Marachoro, de Marabá, se apresentou pela primeira vez em Canaã dos Carajás durante o I Festival de Chorinho da Amazônia. Para o músico Bruno Cavalcante, a participação teve um significado especial por ocorrer na semana de aniversário do município e pela oportunidade de compartilhar um repertório que faz parte da história da música brasileira.
“É uma grande alegria para mim e para todo o grupo participar deste festival. O choro é uma música genuinamente brasileira, com grandes composições e compositores que fazem parte da nossa história. É um repertório que todo brasileiro deveria conhecer. Estar pela primeira vez em Canaã, ainda mais na semana de aniversário da cidade, nos deixa muito felizes”, afirmou Bruno.
Representando o Tocantins no festival, o grupo Toca Choro, de Palmas, celebrou a oportunidade de difundir o gênero e alcançar novos públicos em Canaã dos Carajás. Ocimar Almeida, radialista e músico, de 68 anos, integrante do grupo, fez questão de destacar a atenção e o envolvimento do público durante as apresentações.
“Ver o público de Canaã dos Carajás prestando atenção e curtindo o chorinho fez todo o esforço valer a pena. Foram cerca de 13 horas de viagem, um percurso de quase mil quilômetros, mas viemos com muita alegria e expectativa. É uma satisfação representar o Tocantins e encontrar pessoas dispostas a ouvir e apreciar a nossa música. A gente fica muito feliz em ver o choro sendo difundido”, disse o músico.
Uma feirinha criativa integrou a programação e deu destaque ao trabalho das artesãs que atuam no território. Nas bancas, o público encontrou perfumes artesanais, comidas regionais, bolos, pastéis, peças de decoração para a casa e roupas de moda alternativa. A variedade de produtos aproximou os visitantes da produção das expositoras e ampliou as opções para quem aproveitou a noite na praça.
A presença da feira associou a programação musical ao incentivo à economia criativa, oferecendo espaço para pequenos negócios e possibilidades de geração de renda.
Em tempo:
O I Festival de Chorinho da Amazônia seguirá para mais duas cidades paraenses. Em Marabá, as apresentações acontecerão nos dias 30 e 31 de outubro, no Teatro Municipal Eduardo Abdelnor, a partir das 19h. O circuito será encerrado em Belém, no dia 7 de novembro, à noite (em horário a ser definido), na histórica Praça do Carmo, espaço conhecido por acolher manifestações culturais, bairro Cidade Velha.
Sobre a Vale
A Vale acredita que a cultura transforma vidas. Pelo quinto ano consecutivo, é a maior apoiadora privada da cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos e parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios.
Seu compromisso é contribuir para uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.




