Com o aval da SEMURB, feirantes do Tropical constroem boxes em via pública

 Com o aval da SEMURB, feirantes do Tropical constroem boxes em via pública

Numa solução considerada emergente e temporária, os feirantes que antes ocupavam às margens de uma rotatória do bairro Tropical, estão construindo cerca de 51 boxes numa via pública dupla e sobre o canteiro central, bem perto do local que antes ocupavam.
Com o Mandado Judicial exigindo que eles desocupassem uma área até esta quinta-feira (4) – que antes era uma feira livre – mas que será usada para construção de uma Escola Municipal futuramente, os feirantes começaram a erguer boxes em alvenaria. Quem lê ou escuta a história pela primeira vez pode até achar um absurdo, mas os trabalhadores têm ao aval da Secretaria Municipal de Urbanismo (Semurb).
Na manhã desta terça-feira (2), o engenheiro Edmar Lima, secretário municipal de Urbanismo, cedeu entrevista aos meios de comunicação e falou sobre o assunto. O gestor relatou que já algum tempo a Semurb vinha tentando uma negociação, avisando que naquele local seria construída uma escola.
Edmar informou que houve um primeiro contato com os feirantes e ficou marcado outra reunião para que os assuntos fossem debatidos e alinhados. “Marcamos a reunião para um dia às 15 horas e eles vieram até antes do combinado, inclusive como forma de manifesto com cartazes e tudo, como minha maneira de trabalhar é atender a todos, resolvi atendê-los e juntos fomos ao local onde funcionava a feirinha. Como havia urgência para a saída deles e não tinha um local ainda para que a feirinha funcionasse, ficou determinado que eles construíssem os boxes na via dupla, usando parte do canteiro central. É uma avenida dupla com 150 metros de cumprimento e que não tem trafegabilidade nenhuma. Então, tomou-se a decisão que, naquele momento, o melhor local para colocá-los, seria ali”.
Legal ou Ilegal?
O secretário foi perguntado se há legalidade na construção dos boxes em via pública. “No ponto de vista de legalidade, posso dizer que não, mas não é imoral, pois a atitude que está se tomando é uma forma de conciliação entre feirantes, poder público e para o bem da comunidade. Estão todos cientes que é uma ocupação provisória e quando vi que estavam erguendo boxes em alvenaria, informei que a partir do momento que o governo providenciasse novos boxes numa outra área, eles não teriam direito a qualquer tipo de indenização. Tudo isso está documentado”, ressaltou Edmar.

Reportagem: Vinícius Nogueira/PapoCarajás

Deo Martins

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