Viúva de Erasmo Carlos tem união estável reconhecida pela Justiça, mas pedido de bens é negado

 Viúva de Erasmo Carlos tem união estável reconhecida pela Justiça, mas pedido de bens é negado

Foto: Reprodução/montagem

A Justiça do Rio de Janeiro proferiu uma decisão significativa nesta quinta-feira (8/10) ao reconhecer a união estável entre a pedagoga Fernanda Maria Passos e o icônico cantor Erasmo Carlos, que faleceu em novembro de 2022. Apesar do reconhecimento da relação, que se estendeu por anos antes do casamento civil, o pedido da viúva para a divisão de bens e aplicações financeiras deixados pelo artista foi negado.

A sentença, emitida pelo juiz Carlos Eduardo Pimentel das Neves Reis, estabeleceu que a união estável teve início em junho de 2016 e perdurou até 5 de janeiro de 2019, data em que o casal oficializou sua união por meio do casamento civil. Essa delimitação temporal é crucial para a compreensão dos direitos patrimoniais envolvidos no processo.

Fernanda Maria Passos havia pleiteado na Justiça que a união fosse reconhecida desde 2010, argumentando que o relacionamento era público, contínuo e duradouro, com o claro propósito de constituir família. No entanto, após análise das provas apresentadas, o magistrado fixou o início da união estável em um período posterior ao solicitado pela pedagoga, impactando diretamente a questão da meação dos bens.

A complexidade da união estável e a meação

O reconhecimento da união estável é um passo importante, pois equipara-a ao casamento para diversos fins legais, garantindo direitos e deveres aos companheiros. Contudo, a questão da divisão de bens, conhecida como meação, depende do regime de bens aplicável à união. A meação é a parcela do patrimônio a que uma pessoa pode ter direito conforme o regime de bens escolhido ou presumido pela lei, geralmente a comunhão parcial de bens, onde se dividem os bens adquiridos onerosamente durante a união.

No caso de Fernanda, mesmo com o reconhecimento da união estável, a Justiça negou o direito à meação dos bens e investimentos do cantor. Isso sugere que os bens em questão podem ter sido adquiridos antes do período reconhecido da união estável (junho de 2016) ou sob um regime que não previa a divisão. A decisão ressalta a importância de um planejamento sucessório e patrimonial claro, especialmente em relacionamentos que envolvem grandes patrimônios e figuras públicas.

Disputa pela herança de Erasmo Carlos

Este caso é um capítulo dentro de uma disputa judicial mais ampla que envolve o vasto patrimônio deixado por Erasmo Carlos, um dos maiores nomes da música brasileira, falecido aos 81 anos. Conhecido como o

    Deo Martins