Operação Contraface desarticula grupo que desviou R$ 392 mil de conta bancária em Marabá

Divulgação Polícia Civil
Investigação detalha esquema de fraude bancária
A Polícia Civil do Pará deflagrou a Operação Contraface, que resultou na prisão de quatro homens suspeitos de arquitetar um desvio milionário de uma conta bancária em Marabá, no sudeste do estado. O grupo é acusado de subtrair um total de R$ 392.700 através de uma sofisticada manobra de falsidade ideológica e fraude eletrônica. As prisões preventivas, cumpridas na última terça-feira (22/09), foram confirmadas pelas autoridades na quarta-feira (23).
Os investigados foram identificados como Elessandro Carvalho Alves, Juracy José Pereira da Silva, Raimundo Francisco da Silva e Sandro da Costa Sousa. Segundo as apurações da Delegacia Especializada em Investigação de Estelionato e Outras Fraudes (DEOF), o grupo atuou de forma coordenada para usurpar a identidade da vítima, viabilizando o acesso irrestrito aos recursos financeiros mantidos em instituição bancária.
Modus operandi e a falha na segurança
O esquema criminoso baseou-se na personificação da vítima. Um dos envolvidos compareceu a uma agência bancária portando documentação falsa, onde conseguiu realizar a alteração de dados cadastrais e, crucialmente, dos registros biométricos do verdadeiro titular da conta. Com o controle dos mecanismos de segurança do banco, os criminosos passaram a movimentar o patrimônio da vítima sem levantar suspeitas imediatas.
A partir do acesso obtido, foram realizadas sucessivas transferências eletrônicas, muitas delas processadas em caixas eletrônicos. O montante desviado foi pulverizado em diversas contas bancárias, algumas das quais estavam registradas em nome dos próprios suspeitos presos. A estratégia visava dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades financeiras e policiais.
Trabalho pericial e desdobramentos judiciais
A elucidação do caso foi possível graças a um trabalho minucioso de inteligência policial. A análise de imagens de câmeras de monitoramento, o cruzamento de movimentações financeiras e a realização de exames periciais especializados permitiram que a polícia individualizasse a conduta de cada integrante do grupo. O suporte técnico da Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE) e da 21ª Seccional Urbana de Marabá foi fundamental para o sucesso da operação.
Além dos mandados de prisão, foram cumpridas ordens de busca e apreensão expedidas pelo Juízo das Garantias do Interior do Estado do Pará. Os quatro homens agora enfrentam acusações que incluem furto qualificado mediante fraude eletrônica, uso de documento falso e associação criminosa. O caso segue sob acompanhamento do Poder Judiciário, que definirá as próximas etapas do processo penal contra os envolvidos.
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