Morte enigmática: Empresário preso por violência doméstica é encontrado sem vida em presídio de Parauapebas

 Morte enigmática: Empresário preso por violência doméstica é encontrado sem vida em presídio de Parauapebas

Antônio Marcos estava preso preventivamente por suspeita de agredir, ameaçar e manter a companh…

Antônio Marcos Sampaio Martins, conhecido no setor moveleiro de Parauapebas como “Marquinho”, de 32 anos, foi encontrado morto por volta das 15h desta terça-feira (30) nas dependências do presídio local. A notícia de seu falecimento levanta sérias questões, uma vez que o empresário estava sob custódia desde abril, após ser detido em flagrante por crimes graves de violência doméstica. As autoridades já iniciaram os procedimentos para investigar as circunstâncias dessa morte ocorrida dentro de uma unidade prisional.

A descoberta do corpo e o início da investigação

O corpo de Antônio Marcos Sampaio Martins foi descoberto por volta das 15 horas, dentro da cela que ocupava no presídio de Parauapebas. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a Polícia Civil foram imediatamente acionadas. A morte súbita de um detento em custódia levanta a necessidade de uma apuração minuciosa. A Polícia Civil já instaurou um inquérito para investigar as causas e todas as particularidades envolvidas no óbito do empresário, buscando esclarecer se houve negligência ou qualquer outra circunstância contribuinte para o ocorrido.

O histórico de prisão por violência doméstica

Marquinho do Polo Moveleiro havia sido preso em flagrante no mês de abril deste ano. Sua detenção se deu após uma denúncia de agressão, ameaça e cárcere privado contra sua companheira. Posteriormente, sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça, mantendo-o recluso até a descoberta de seu corpo nesta terça-feira. Os detalhes do caso, conforme depoimento da vítima, revelam um quadro preocupante de violência e coação.

A dinâmica da agressão e o cárcere

O relacionamento, que durava cerca de dois anos, era, segundo a vítima, marcado por um ciclo de ciúmes excessivos, agressões físicas e verbais, humilhações e violência sexual. O estopim para a prisão de Antônio Marcos foi uma discussão motivada por ciúmes. Após o desentendimento, ele teria levado a companheira para casa, onde a manteve trancada e a agrediu violentamente. Durante as agressões, a mulher teve o rosto brutalmente batido contra o vidro de uma janela, resultando em um corte profundo na boca. Mesmo ferida e sangrando, ela relatou ter sido forçada a manter relações sexuais sob ameaças de morte, com o agressor afirmando que ‘trocaria tiros’ e que ambos morreriam caso ela o denunciasse.

A tentativa de socorro e a resposta policial

Na manhã seguinte aos eventos violentos, o empresário levou a vítima a um hospital particular, percebendo a gravidade dos ferimentos. Contudo, em um momento de distração, a mulher conseguiu pedir ajuda discretamente, solicitando às enfermeiras que acionassem a polícia. Ao descobrir que as autoridades haviam sido contatadas, Antônio a retirou do hospital, levando-a para a farmácia onde ambos trabalhavam. No local, ele a manteve trancada em um escritório, intensificando as ameaças de morte, chegando a afirmar que a mandaria matar “mesmo de dentro do presídio”. A Polícia Militar foi acionada por populares e encontrou a vítima em estado de choque, que confirmou as agressões, o cárcere e as ameaças. Antônio Marcos Sampaio Martins foi detido e encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), onde permaneceu antes de ser transferido para a unidade prisional.

O que aconteceu no presídio? A busca por respostas

A Polícia Civil, através do inquérito já instaurado, tem a responsabilidade de esclarecer as circunstâncias exatas da morte de Antônio Marcos Sampaio Martins. A investigação deverá determinar a causa do óbito e verificar se houve falhas na segurança, atendimento ou qualquer outra irregularidade que possa ter contribuído para o desfecho trágico dentro da unidade prisional. A família do empresário e a sociedade de Parauapebas aguardam respostas conclusivas sobre a morte de um homem que estava sob a custódia do Estado.

Fonte: https://correiodecarajas.com.br

    Deo Martins