Bando cadastrava pessoas que não tinham direito ao benefício, segundo a Polícia Federal

A Polícia Federal no Pará cumpre 12 mandados de prisão preventiva, 17 de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva nos município de Jacundá, Goianésia, Breu Branco, Tucuruí, Belém, Ananindeua e Cachoeira do Arari nesta terça-feira (13). A operação combate uma quadrilha que realizava fraudes no seguro defeso nos municípios de Breu Branco e Tucuruí, sudeste paraense. Durante a operação foram encontrados documentos e dinheiro.
Segundo informações da Polícia Federal, são alvos da operação representantes e funcionários de sindicatos e associações de pescadores, além de servidores do Ministério do Trabalho e Emprego, funcionários e donos de casas lotéricas. Entre os investigados há uma vereadora cujo nome e a cidade onde exerce seu mandato não foram divulgados.
As investigações, que começaram em 2014, apontam que esses alvos estariam cadastrando pessoas que não preenchiam o perfil de pescador artesanal para receber o seguro-defeso – benefício mensal, equivalente a um salário-mínimo, concedido a pescadores artesanais durante o período de reprodução dos peixes, quando a pesca é temporariamente proibida.
Com base em denúncias, a polícia identificou uma rede de pessoas envolvidas nas fraudes em diversos municípios paraenses. Foi possível constatar também que parte dos investigados estariam envolvidos com fraudes a outros benefícios sociais, tal como o Bolsa-Família.
Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, estelionato contra instituição de direito público, corrupção passiva e ativa, falsificação de documentos, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informações e outros, cujas penas somadas podem alcançar mais de 30 anos.
Todos os acusados serão encaminhados para Belém, Marabá e Tucuruí, onde ficarão a disposição da justiça federal.
Reportagem: ORMNews