Foto: ASCOM PMPA

A Polícia Militar atende, na manhã desta segunda-feira (27), a solicitação de apoio policial para cumprimento de liminar expedida pelo juiz da 3ª Região Agrária de Marabá, Amarildo José Mazutti, que determina a reintegração de posse das fazendas Cedro e Fortaleza, localizadas às margens da BR-155, em Eldorado dos Carajás, sudeste do Pará.

A ação está sendo realizada de forma pacífica e segue até o final da tarde da próxima quarta-feira, 29. “A solicitação deste prazo foi feita pelos próprios moradores e atendida pelos oficiais de justiça e pela Polícia Militar. A expectativa é de que a gente conclua esta operação de acordo com os princípios da legalidade, que é o nosso objetivo principal“, afirmou o tenente coronel Sérgio Ricardo Neves, comandante da operação.


FOTO: ASCOM PMPA

Equipes da Polícia Rodoviária Federal bloquearam as duas vias da BR-155 para garantir a segurança da operação. O fluxo de veículos já foi liberado às 9h da manhã. O efetivo da PM conta com cerca de 100 militares do Comando de Missões Especiais, do Comando de Policiamento Regional II e reforço do Grupamento Tático Operacional dos municípios de Marabá e Parauapebas.

O principal objetivo dos militares do Batalhão de Choque, Batalhão de Polícia Tática, Companhia Independente de Operações Especiais, Regimento de Polícia Montada, Companhia Independente de Policiamento com Cães e Corpo Militar de Saúde é garantir a integridade física de todos os envolvidos na operação. A ação também conta com o apoio do Corpo de Bombeiros, Centro de Perícias Renato Chaves, Tribunal de Justiça do Estado, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Polícia Civil e Delegacia de Conflitos Agrários.

FOTO: ASCOM PMPA

A fazenda Cedro, que mede oito mil hectares, foi ocupada em novembro de 2008. Já a Fortaleza, com mais de quatro mil hectares, em fevereiro de 2009. Os terrenos fazem parte do grupo Agropecuário Santa Bárbara. Denominada como acampamento Helenira Rezende, o terreno da fazenda Cedro está ocupado por cerca de 140 famílias. A Fortaleza segue ocupada por 110 famílias.

Por Cristiani Sousa – Agência Pará