Gilmar Santos foi assassinado a tiros por dois homens que o seguiram na volta para casa

Um homem foi assassinado a tiros no início da manhã desta segunda-feira, 10, em uma estrada que dá cesso ao Aterro Sanitário de Parauapebas. Até agora, a hipótese é que a vítima, Gilmar Diogo Santos, tenha sido morto por assaltantes que queriam levar a moto dele.
A hipótese de latrocínio tem base no depoimento Clenice Ferreira da Conceição, companheira de Gilmar, que estava com ele na hora do crime. Ela contou que os dois estavam voltando de uma roça que eles têm naquela localidade para o centro da cidade, quando passaram por eles dois elementos em uma moto, cujo modelo ela não sabe explicar, dizendo apenas que é uma moto alta.
A dupla, mais à frente, teria dado o retorno e emparelhado com eles. Nessa hora, um dos criminosos puxou uma arma, que supõe que seja um revólver, e apontou para eles, anunciando o assalto.
Gilmar, segundo ela, teria reagido e batido na arma. Ela teria dito para ele acelerar e tentar fugir dos homens. No entanto, como a moto deles era alta e mais potente, logo os alcançaram e um deles após falar alguma coisa, que ela diz não lembrar porque estava muito nervosa, efetuou um disparo em Gilmar.
Clenice relatou que desceu da moto e ainda pediu que eles não matassem seu companheiro, mas o pistoleiro deu o tiro de misericórdia nele, que caiu por cima do veículo em que estava. Depois, eles teriam ido na direção dela e ainda apontaram a arma, mas não chegaram a disparar. “Eu pedi pelo amor de Deus para não me matarem. Eles só pegaram minha bolsa, que eu coloquei na frente da arma, montaram na moto deles e foram embora”, diz a mulher, que contou que ela e Gilmar estavam separados, mas tentavam uma reconciliação.

Vítima caiu morta sobre a moto, que não foi levada pelos pistoleiros: mistério

O caso está sendo investigado pela equipe de Homicídios da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil. Chama atenção o fato de que os matadores, embora tenham levado a bolsa da mulher, não levaram a motocicleta da vítima, o que põe em xeque a versão de latrocínio.
Reportagem: Tina Santos – Com informações de Ronaldo Modesto – Correio de Carajás