Em Marabá, nutricionistas repudiam exercício ilegal e clamam por respeito à profissão

 Em Marabá, nutricionistas repudiam exercício ilegal e clamam por respeito à profissão

Laisla Bonfati, Tatiana Monteiro e Maria Ribeiro falam sobre as denúncias de exercício ilegal da profissão. Imagens: Tv

O portal Correio de Carajás, noticiou na última segunda-feira (9), uma matéria em que uma pessoa foi denunciada pelo Conselho Regional de Nutricionistas junto ao Ministério Público do Estado do Pará por estar supostamente atendendo de forma ilegal como nutricionista, profissionais da área se reuniram em total apoio as denúncias realizadas e repúdio ao exercício ilegal da profissão.

Laisla Bonfati, Maria Ribeiro e Tatiana Monteiro são algumas das nutricionistas que estão lutando para combater a ação de falsos nutricionistas. Boletins de ocorrência foram realizados na Polícia Civil de Marabá e após uma série de denúncias o CRN da 7ª Região protocolou um da série de documentos e relatos que apontam a prática ilegal exercida por Jéssica Araújo.

Ao tomarem conhecimento através da rede social da própria denunciada de que ela estaria atuando como nutricionista – de forma irregular – o grupo de profissionais decidiu agir. “Ela postava indicações de planos alimentares e suplementos. Além disso, alguns ‘pacientes’ que eram atendidos por ela chegaram a nos procurar e nos questionar sobre determinadas condutas que ela tinha”, informa Maria Ribeiro, nutricionista.

Somente após a graduação no curso de Nutrição e o registro no Conselho dos Nutricionistas é que profissional fica apto para atender. Esse número de registro, aliás, pode ser consultado por qualquer pessoa que deseja saber se o profissional que está alegando ser nutricionista possui de fato o registro.

Qualquer pessoa pode dar dicas de alimentação nas redes sociais, o que não pode acontecer é o que vimos por aqui, uma pessoa montar plano alimentar, prestar consultorias, prescrever medicamentos, colocar acompanhamentos de endocrinologista e ainda citar nome de farmácia de manipulação no meio disso tudo”, fala Laisla Bonfati.

Indignada, a nutricionista frisa que não existe nenhum tipo de ataque pessoal em relação a esse caso. O teor das denúncias é de cunho estritamente profissional. “Pela primeira vez eu posso dizer que tenho tristeza e não gostaria de estar nessa profissão hoje. Por mais que a gente faça um alerta, os comentários que temos recebido nas redes sociais são de que as nutricionistas tem inveja dela. A minha profissão vai além de uma rede social e número de seguidores não quer dizer nada”.

Capacitados para cuidar da saúde, através de protocolos, estratégias e a individualidade de cada paciente, Laisla afirma que a nutrição não é apenas emagrecimento.

Estão reduzindo a minha profissão. A coisa foi tão bárbara que a pessoa que foi denunciada me procurou na noite de segunda-feira (9) – após a veiculação da matéria – dizendo que a vida dela acabou. Cometeu crime, tem que pagar e assumir as consequências. Não adianta me pedir desculpas, você colocou a vida da sociedade em risco. Faço o alerta e peço que respeitem minha profissão”, finaliza.

A equipe de reportagem procurou Jéssica Araújo para falar sobre o caso. Ela informou que só irá se manifestar após o dia 17 de agosto, quando irá prestar depoimento na Delegacia de Polícia Civil de Marabá.

ATENÇÃO

A prescrição dietética é pratica privativa do nutricionista, graduado e com registro ativo no Conselho de Classe, conforme diz a Lei Federal nº 8234/91.

Ana Mangas – Correio de Carajás

Deo Martins