Governo federal destina R$ 68 milhões para reconstrução de laboratórios da UFPE

Investimento emergencial para a ciência
O governo federal anunciou um aporte financeiro robusto para mitigar os impactos do grave incêndio que destruiu instalações de pesquisa na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, confirmou nesta sexta-feira, 9, a liberação de R$ 40 milhões destinados exclusivamente à reposição dos equipamentos de laboratório perdidos durante o sinistro. O montante visa garantir que projetos científicos estratégicos não sejam interrompidos permanentemente.
Este anúncio complementa a medida divulgada na quinta-feira, 8, pelo Ministério da Educação (MEC), que destinou R$ 28 milhões para a reestruturação física do prédio e a manutenção das pesquisas em curso. Somados, os recursos atingem a marca de R$ 68 milhões, um esforço conjunto para recuperar a infraestrutura acadêmica da instituição após o episódio que gerou grande comoção na comunidade científica nacional.
Plano de reconstrução e apoio aos pesquisadores
Além da reposição de maquinário, o MEC estabeleceu um plano de contingência para proteger a carreira dos acadêmicos. A pasta anunciou a prorrogação das bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, assegurando que os pesquisadores afetados pelo incidente tenham suporte financeiro enquanto as atividades são normalizadas. A medida é vista como essencial para evitar a evasão de talentos e o prejuízo irreparável a centenas de teses e dissertações que estavam em fase de desenvolvimento no local.
O projeto de recuperação prevê a construção de um novo edifício para abrigar os laboratórios atingidos. A estrutura planejada contará com cerca de 7 mil metros quadrados, o que representa mais que o dobro da área do prédio original. Segundo o ministério, o início das obras está condicionado à conclusão da perícia técnica e das investigações policiais, que buscam determinar as causas exatas do fogo.
Contexto de insegurança e investigações
O incêndio que devastou o prédio na noite de quarta-feira, 7, acendeu um alerta sobre a segurança das instalações da UFPE. O episódio foi o terceiro registro de fogo nas dependências da universidade em apenas uma semana, levantando questionamentos sobre a manutenção preventiva e a segurança contra incêndios no campus. A Polícia Federal (PF) foi acionada para investigar se o incidente teve origem criminosa, dada a recorrência atípica de ocorrências em um curto intervalo de tempo.
O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, acompanhou de perto o trabalho do Corpo de Bombeiros durante o combate às chamas. Em nota oficial, a instituição lamentou profundamente a perda de materiais e o impacto direto nas pesquisas, destacando que a presença de produtos químicos armazenados no edifício facilitou a rápida propagação das chamas. A universidade mantém colaboração total com os órgãos de segurança para esclarecer os fatos.
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