Regras da Fifa impedem Argentina de aposentar a camisa 10 de Messi após despedida

 Regras da Fifa impedem Argentina de aposentar a camisa 10 de Messi após despedida

Metrópoles

Regras da Fifa impedem homenagem definitiva

A discussão sobre a aposentadoria da camisa 10 da seleção argentina, em homenagem à trajetória de Lionel Messi, ganhou força após a despedida do craque do futebol internacional. Aos 39 anos, o atacante encerrou seu ciclo na Albiceleste na última terça-feira (6/10), em uma vitória por 3 a 0 sobre Benin, partida na qual deixou sua marca com um gol de pênalti e duas assistências.

Embora o desejo de eternizar o número seja um sentimento compartilhado por torcedores e admiradores do ídolo, a Associação do Futebol Argentino (AFA) encontra um obstáculo intransponível: o regulamento da Fifa. Para competições oficiais, como a Copa do Mundo, a entidade máxima do futebol exige que as seleções utilizem numerações sequenciais, que variam de 1 a 26 entre os jogadores inscritos.

Precedente histórico e o caso Maradona

Esta não é a primeira vez que a Argentina tenta realizar uma homenagem deste tipo. Antes da Copa do Mundo de 2002, a AFA buscou aposentar a camisa 10 em reverência a Diego Armando Maradona. Na ocasião, a tentativa foi frustrada pelo mesmo rigor do regulamento da Fifa, que obrigou a entidade argentina a recuar e manter a numeração em circulação.

O legado da camisa 10 na Argentina é um dos mais pesados do esporte mundial. Após a era Maradona, foi o próprio Messi quem assumiu a responsabilidade de vestir o número, a partir de 2009. Ao longo de sua trajetória, o jogador disputou 208 partidas pela seleção, acumulando 126 gols e consolidando-se como o maior nome da história recente do país.

Legado vitorioso e impacto no futebol

A carreira de Messi na seleção foi marcada por uma virada histórica a partir de 2021. Após anos de críticas e pressão, o jogador liderou a equipe na conquista da Copa América, no Maracanã. O sucesso foi seguido por uma sequência notável: a Finalíssima de 2022, o título mundial no Catar e o bicampeonato da Copa América em 2024.

Embora a AFA possa optar por não utilizar o número em amistosos ou partidas não oficiais, a obrigatoriedade em torneios da Fifa torna a aposentadoria definitiva impossível. A decisão final sobre como homenagear o craque, portanto, deverá seguir por caminhos simbólicos, como estátuas, museus ou honrarias internas, mantendo a camisa 10 em campo para as próximas gerações de atletas argentinos. Para mais notícias sobre o esporte mundial e análises aprofundadas, continue acompanhando o Infopebas, seu portal de referência em informação de qualidade.

Fonte: correiodecarajas.com.br

    Deo Martins