Prio registra lucro líquido de US$ 521 milhões no terceiro trimestre e dispara 468%

Reprodução: PRIO
A Prio registrou um desempenho financeiro expressivo no terceiro trimestre, impulsionado pelo avanço operacional e pela disciplina na gestão de custos. A petroleira fechou o período com um lucro líquido de US$ 521 milhões, o que representa um salto de 468% em relação aos US$ 91,6 milhões apurados no mesmo intervalo do ano anterior.
O balanço financeiro enviado à Comissão de Valores Mobiliários evidenciou a robustez da companhia no mercado de óleo e gás. O Ebitda consolidado atingiu US$ 1,135 bilhão entre julho e setembro, configurando uma alta de 268% na comparação anual, enquanto o indicador ajustado alcançou US$ 1,07 bilhão.
Avanço na receita e redução no custo de extração
A receita líquida da empresa avançou 146%, somando US$ 1,37 bilhão no trimestre, superando em 12% o desempenho registrado no trimestre imediatamente anterior. Esse crescimento veio acompanhado de maior eficiência nos campos de produção.
O custo de extração, conhecido no setor como lifting cost, registrou queda de 11% em relação ao trimestre anterior, fechando a US$ 7,9 por barril. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o recuo no indicador foi de 55%, refletindo otimização nos processos internos.
Disciplina financeira e alavancagem em baixa
Com os resultados operacionais sólidos, a Prio encerrou o trimestre com uma dívida líquida consolidada de US$ 3,46 bilhões, valor inferior aos US$ 4,04 bilhões reportados no segundo trimestre. Com isso, a alavancagem financeira da companhia recuou para 1,1 vez a relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado.
A diretoria da empresa destacou que os números refletem a consistência de uma estratégia fundamentada no crescimento sustentável, na eficiência operacional e no rigor financeiro. No período, a produção média atingiu a marca de 191,6 mil barris por dia, com vendas totais de 17,2 milhões de barris.
Novos projetos e expansão das operações
Entre os avanços operacionais, o campo de Peregrino passou por melhorias significativas, incluindo o início da produção do poço A-13 e a conclusão dos reparos no gasoduto, permitindo a substituição de diesel por gás na geração de energia local.
Além disso, a petroleira expandiu seu portfólio em outubro ao adquirir os blocos de Magnetita e Hematita no leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ativos que poderão ser integrados futuramente às plataformas flutuantes existentes.
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