Risco de morte: Anvisa pede suspensão de vacina em grávidas

 Risco de morte: Anvisa pede suspensão de vacina em grávidas

João Viana / Semcom / Fotos Públicas

Sensibilidade, dor, sensação de calor, coceira ou hematomas, cansaço, calafrios, dor de cabeça, enjoo, dores musculares e nas articulações, diarreia, e sintomas semelhantes aos de um resfriado, são algumas das sensações que muitas pessoas têm após tomar a vacina de Oxford/Astrazeneca, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Porém, um caso mais grave chamou atenção do Ministério da Saúde. Uma grávida morreu após receber o imunizante da AstraZeneca no Rio de Janeiro, que combate o novo coronavírus. Em nota enviada à coluna Painel, da Folha, na segunda-feira (10), era informado que o órgão “reavalia a imunização no grupo de gestantes sem comorbidades”.

O Ministério da Saúde informa que foi notificado pelas secretarias de Saúde Municipal e Estadual do Rio de Janeiro e investiga o caso. Cabe ressaltar que a ocorrência de eventos adversos é extremamente rara e inferior ao risco apresentado pela Covid-19.Neste momento, a pasta recomenda a manutenção da vacinação de gestantes, mas reavalia a imunização no grupo de gestantes sem comorbidades“, disse o ministério em nota.

A Anvisa emitiu uma nota técnica em que recomenda a suspensão imediata do uso da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz em mulheres gestantes, mas sem dizer em que caso específico se baseou para tomar a decisão.

A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A orientação é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas Covid em uso no país. O uso ‘off label’ de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra Covid da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica”, diz comunicado da Anvisa.

Fonte: DOL com informações da IstoÉ

Deo Martins