I Festival de Chorinho da Amazônia apresenta o segundo show da turnê em Canaã dos Carajás

Após o sucesso da primeira apresentação do I Festival de Chorinho da Amazônia, realizada na histórica Praça Mahatma Gandhi, em Parauapebas, o projeto, que tem patrocínio master da Vale, por meio da Lei Rouanet, chega a Canaã dos Carajás para encantar a comunidade.
Desta vez, os grupos Marachoro, de Marabá e Toca Choro, de Palmas (TO), se encontram no dia 9 de outubro, no Lago da Prefeitura de Canaã dos Carajás, para celebrar a música instrumental brasileira. A iniciativa reforça a valorização do estilo, promovendo um intercâmbio musical entre artistas de diferentes cidades da região.
Criado no início de 2024, o Marachoro tem como proposta disseminar o choro, seu legado, seus mestres e suas composições em Marabá e região. O grupo, que é formado por Bruno Cavalcante (violão 7 cordas), Anderson Florêncio (violão 7 cordas), Marlon Pantoja (cavaquinho), Marcos Neves (sax tenor), Fernando Pereira (flugelhorn) e Jerrison Ferreira (pandeiro). São profissionais de excelência com formação em música pelo Conservatório Carlos Gomes, de Belém, que vem participando de apresentações em espaços públicos e privados, projetos culturais e demais eventos, contribuindo para o desenvolvimento da música instrumental marabaense.
“Para nós, é um grande prazer estar em Canaã dos Carajás. A nossa música instrumental precisa de eventos como esse para dar prosseguimento a esse rico legado musical, o que nos enche de satisfação. O choro, especificamente, que é o gênero que vamos tocar, é a primeira manifestação musical urbana surgida no Brasil. Está nas nossas raízes, na nossa identidade. E o nosso grupo vem sendo um representante, na região do sudeste do Pará, dessa rica manifestação cultural”, destaca, Bruno Cavalcante, músico do Marachoro.
A trajetória do grupo inclui participação em projetos como Chorinho e Samba acontece com o Sesc, apresentações beneficentes e iniciativas culturais realizadas em Marabá. Em 2025, o grupo lançou seu primeiro EP, “Entre Rios e Choros”, no Teatro Eduardo Abdelnor, por meio da Política Nacional Aldir Blanc.
Em 2026, o Marachoro também integrou a programação do arraial Arrocha o Nó, em São Félix, participou da Fan Fest realizada na Praça dos Maçons e esteve na programação do Maraverão, na Praia do Tucunaré.
O Toca Choro, de Palmas (TO), participa de eventos públicos e privados e mantém uma roda de chorões, choronas e sambistas, promovendo encontros musicais regulares. O choro e o samba são elementos centrais de sua atuação, e o repertório também contempla poesias e boleros.
O grupo é formado pelo maestro Kamuel Isaac, no violão de sete cordas e cavaquinho; Ocimar Almeida, no pandeiro; Felipe Machado, no violão de seis cordas; e Uilha Amorim, no bandolim e voz.
“O nosso Estado carece muito de conservação, divulgação e, inclusive, de experimentação musical de outras expressões culturais brasileiras, uma delas é o chorinho. A importância do incentivo cultural, especialmente financeiro, é fundamental pra manutenção e desenvolvimento da identidade nacional. O povo que sabe o que é, sabe aonde vai. Por isso é importante pra realizarmos festivais como esse e também de música nortista, indígena, de origem quilombola”, ressaltou Felipe.
Para o Toca Choro, a circulação dessa música contribui para aproximar diferentes gerações do choro e do samba, criando oportunidades para que novos públicos conheçam esses gêneros e para que antigas memórias musicais sejam revisitadas.
“A expectativa é imensa, pois é a primeira apresentação fora do Tocantins. O que nos tranquiliza um pouco é entender que a linguagem do Choro é universal, apesar do sotaque de cada região. O mesmo chorinho, a mesma música, tocada na região Sul, não tem diferença quando tocada no Nordeste ou no Norte. E quando empresas do porte da Vale resolvem incentivar a salvaguarda do Choro, nos enche de alegria e de esperança, pois nossa primeira e autêntica música brasileira volte a ser reconhecida como nosso Patrimônio Cultural”, destacou Ocimar.![]()
A apresentação em Canaã dos Carajás será totalmente gratuita e representa um encontro entre diferentes trajetórias dedicadas à música brasileira. A Vale é a maior apoiadora privada da cultura no Brasil pelo quinto ano consecutivo. É compromisso da empresa contribuir para uma cultura cada vez mais acessível e plural, promovendo conexões entre pessoas, iniciativas e territórios, como Canaã dos Carajás.
O I Festival de Choro da Amazônia, realizado pelo Ministério da Cultura e pela TheRoque Produções, com o apoio cultural da Kayapó Produções, teve início no dia 19 de setembro, em Parauapebas. A turnê chega a Canaã dos Carajás para apresentação na semana de aniversário da cidade, no dia 9 de outubro. Depois, o evento passa por Marabá e encerra em Belém, em uma versão pocket.
Serviço
I Festival de Choro da Amazônia – 2º show da turnê
Apresentação dos grupos Marachoro e Toca Choro
Data: 9 de outubro de 2026
Local: Lago da Prefeitura — Canaã dos Carajás/PA
Horário: a partir das 20h
Entrada gratuita
