Avanço em homicídio de lava jato: Polícia prende suspeito de apoio à fuga em Parauapebas

A investigação sobre o brutal assassinato de Hiago Likson Barros Silva, ocorrido em um lava jato no bairro Rio Verde, em Parauapebas, registrou um avanço significativo com a prisão de Fagner Miranda Fernandes. Ele é apontado como peça-chave na articulação da fuga dos criminosos após a execução, que chocou a comunidade local na última segunda-feira. A detenção de Fagner, ocorrida um dia após a morte de outro suspeito, lança nova luz sobre a dinâmica do crime.
Prisão e confissão detalham apoio na evasão
Fagner Miranda Fernandes foi detido pela Polícia Militar e, segundo o relatório das autoridades, confessou seu envolvimento direto no suporte à fuga dos executores. Sua função teria sido a de conduzir uma segunda motocicleta, que esperava em um ponto estratégico para auxiliar os criminosos a despistar a perseguição, após o abandono do veículo inicial, uma Honda Pop, utilizada diretamente na ação assassina. Após a prisão, ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil (Depol) de Parauapebas, onde permanece à disposição da Justiça para as devidas providências legais.
Evidências coletadas e a ligação com o atirador principal

Durante a operação que culminou na prisão de Fagner, os militares apreenderam itens cruciais para a investigação. Entre os materiais recolhidos estavam a motocicleta supostamente empregada na fase final da fuga, um simulacro de arma de fogo e aproximadamente 70 gramas de maconha. Adicionalmente, as vestimentas que Fagner teria utilizado no dia do homicídio também foram apreendidas. A confissão de Fernandes foi além, fornecendo um elemento vital: ele identificou o homem morto em confronto policial um dia após o crime como o autor dos disparos que tiraram a vida de Hiago Likson Barros Silva.
O cenário do crime e o desfecho do primeiro suspeito
Hiago Likson Barros Silva, de 28 anos, foi friamente executado a tiros na manhã de segunda-feira, 20 de maio, em um lava jato situado na Rua do Comércio, no bairro Rio Verde. Câmeras de segurança do estabelecimento registraram a ação: dois homens chegam ao local em uma motocicleta, com o passageiro desembarcando para se aproximar da vítima e realizar os disparos fatais antes de retornar ao veículo e fugir com o condutor. A brutalidade do ataque e a frieza dos criminosaram as testemunhas.
Um dia após o homicídio, a Polícia Militar localizou Maurício Jameson da Silva, apontado como um dos participantes da execução. Durante uma intervenção policial na tarde de terça-feira, 21 de maio, no bairro Guanabara, Maurício teria apontado uma arma de fogo contra os policiais, que reagiram, resultando em sua morte. Este desfecho para o suposto atirador, agora corroborado pela confissão de Fagner, complementa a complexa teia da investigação.
Andamento da Justiça
Com a prisão de Fagner Miranda Fernandes e a elucidação de detalhes importantes fornecidos por sua confissão, a Polícia Civil de Parauapebas avança significativamente na consolidação do inquérito do homicídio de Hiago Likson Barros Silva. A atuação das forças de segurança demonstra um compromisso com a elucidação de crimes violentos, buscando justiça para a vítima e a responsabilização dos envolvidos. O caso segue em tramitação judicial, aguardando os próximos desdobramentos processuais.
