Abelhas em ponte de Goiás exigem operação com rapel a 30 metros de altura

 Abelhas em ponte de Goiás exigem operação com rapel a 30 metros de altura

Divulgação/CBMDF

O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) mobilizou uma equipe especializada para uma operação de alta complexidade na rodovia GO-221, no município de Doverlândia, em Goiás. A ação, realizada na tarde de quarta-feira (4/11), teve como objetivo a remoção de dois enxames de abelhas que estavam alojados na estrutura de uma ponte sobre o Rio do Peixe, representando ameaça direta aos frequentadores da região.

Para alcançar uma das colônias, instalada em um ponto crítico a aproximadamente 30 metros de altura em relação ao solo e ao leito do rio, os militares precisaram empregar técnicas avançadas de salvamento em altura. A intervenção exigiu manobras descendentes por cordas e o uso rigoroso de equipamentos de proteção individual para conter os riscos de ataque massivo durante o procedimento.

Estrutura da ponte exigiu técnicas de salvamento e rapel

A complexidade da ocorrência esteve ligada principalmente ao local de difícil acesso escolhido pelos insetos. A altura de 30 metros impediu a abordagem por vias convencionais terrestres, demandando que a equipe de resgate ancorasse cabos na parte superior da ponte para efetuar a descida controlada em rapel.

Ao todo, os bombeiros realizaram duas intervenções operacionais distintas para garantir o controle e o recolhimento completo de ambos os enxames. Durante o processo de manuseio e remoção, parte dos militares sofreu picadas, provocadas pela reatividade natural das colônias diante da aproximação dos agentes.

Apesar das ferroadas recebidas durante as manobras, a corporação informou que os agentes mantiveram boas condições de saúde e concluíram o trabalho com segurança, sem a necessidade de afastamento médico.

Riscos para banhistas e moradores no Rio do Peixe

A remoção preventiva das colônias ocorreu em uma área de intensa circulação comunitária. O trecho do Rio do Peixe situado sob a ponte da GO-221 é tradicionalmente utilizado por moradores e visitantes de Doverlândia para banho, pesca e atividades de lazer.

Relatos de frequentadores da região apontam que a presença das colônias já havia provocado incidentes anteriores no local. Registros comunitários indicam ataques prévios contra pessoas que frequentavam as margens do rio, resultando em vítimas atingidas por múltiplas ferroadas que necessitaram de encaminhamento urgente para atendimento médico.

A fixação dos enxames na parte inferior e lateral da ponte tornava a permanência na área de lazer um risco constante para a população local, justificando a intervenção emergencial da corporação.

Orientações em casos de enxames de abelhas e perigo

Diante da ocorrência e da frequência de colônias em estruturas urbanas ou obras de infraestrutura, os bombeiros reforçam orientações preventivas para a população. A principal orientação é nunca tentar expulsar ou exterminar os insetos por conta própria, atitude que pode provocar um ataque em cadeia com consequências graves à saúde.

Ao identificar uma colônia ou enxame itinerante, a corporação recomenda a adocação de medidas imediatas de segurança:

  • Manter distância segura do local e afastar animais de estimação;
  • Evitar movimentos bruscos, barulho excessivo e uso de fumaça na área;
  • Não arremessar objetos ou aplicar produtos químicos sobre os insetos;
  • Acionar imediatamente o atendimento especializado pelo telefone 193.

Para conferir mais diretrizes oficiais sobre segurança e procedimentos de emergência, é possível consultar o portal oficial do

    Deo Martins