Raio-x das finanças de campanha revela quem mais arrecadou para a Alepa

AID/Alepa
As campanhas dos 41 deputados estaduais eleitos no Pará receberam juntas mais de R$ 25,2 milhões em recursos líquidos nas eleições de 2026. Enquanto algumas candidaturas ultrapassaram a marca de R$ 1 milhão em arrecadação, outras contaram com menos de R$ 200 mil para financiar a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Pará.
Os dados foram extraídos da plataforma DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral, que consolida informações sobre receitas e despesas declaradas pelos candidatos. O levantamento considera o total líquido de recursos recebidos por cada uma das 41 candidaturas vitoriosas, cujo prazo final para a prestação de contas ocorreu em 3 de novembro.
Panorama dos maiores volumes de arrecadação
O maior volume de recursos foi concentrado por Tati Barra (PL), que declarou R$ 1,27 milhão. O valor ficou muito próximo do limite legal de gastos estabelecido para o cargo de deputado estadual no primeiro turno, fixado em R$ 1.270.629,01. Vale ressaltar que o teto eleitoral diz respeito às despesas de campanha, e não ao total de recursos arrecadados.
Na segunda posição do ranking estadual aparece Lívia Duarte (PSOL), com R$ 1,162 milhão, seguida logo atrás por Lanuzia Cunha (PL), que obteve R$ 1,127 milhão. O mapeamento demonstra como a distribuição de verbas partidárias e do fundo eleitoral impacta diretamente a estrutura financeira dos concorrentes ao legislativo paraense.
A relação entre recursos financeiros e votos
Um dos aspectos que mais chamam atenção na comparação entre arrecadação e desempenho nas urnas é que o deputado estadual mais votado do Pará não foi quem acumulou o maior volume de recursos. Chamonzinho (MDB), eleito com 115.434 votos, liderou a preferência do eleitorado, mas ficou na quarta colocação no quesito arrecadação, somando R$ 1.111.659,48.
O segundo candidato mais votado, Dr. Sipriano Ferraz (MDB), com 103.401 sufrágios, recebeu R$ 749.321,55. Por sua vez, Gustavo Sefer (PSD), terceiro colocado em votação com 100.026 votos, registrou R$ 870.702,09 em recursos líquidos durante o período eleitoral.
Campanhas com menor aporte financeiro
Na outra ponta da tabela, o levantamento aponta os parlamentares que contaram com orçamentos mais enxutos. Rui Begot (Podemos) registrou o menor volume de recursos líquidos entre os eleitos, com R$ 166 mil destinados à sua estrutura de campanha.
Fabricio Miranda (Podemos) aparece logo na sequência com R$ 191.235, seguido por Ana Cunha (MDB), que declarou R$ 254.534,39. Já Mayky Vilaça (PL) contabilizou R$ 255 mil, evidenciando que a vitória nas urnas também pode ser alcançada com investimentos financeiros comparativamente menores.
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