Marcelo sant’ana deixa o paysandu e faz balanço de onze meses na gestão

 Marcelo sant’ana deixa o paysandu e faz balanço de onze meses na gestão

Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

O dirigente Marcelo Sant’Ana utilizou as redes sociais para oficializar a sua saída do Paysandu, encerrando uma trajetória de 11 meses à frente do departamento de futebol bicolor. Em um balanço detalhado sobre o período em que esteve no cargo, o profissional celebrou marcos importantes para a história institucional do clube, mas fez questão de pontuar o lamento por não ter alcançado a meta principal traçada para a temporada.

Contratado no mês de novembro de 2025, Sant’Ana rememorou os primeiros passos de sua adaptação ao futebol paraense. Para compreender de maneira profunda a rotina e a cultura do clube, o executivo optou por residir por mais de 30 dias nas dependências do hotel localizado no estádio da Curuzu, imergindo no cotidiano dos funcionários, comissão técnica e atletas.

balanço da gestão e números no comando

Ao longo de exatas 49 partidas disputadas sob a condução de sua gestão no departamento de futebol, o time bicolor apresentou um aproveitamento competitivo expressivo. Foram contabilizadas 25 vitórias, além de sete empates e 17 derrotas, totalizando um desempenho que movimentou a torcida alviceleste ao longo das competições oficiais.

Entre os pontos positivos destacados pelo dirigente em sua despedida, estão a conquista de três títulos oficiais, a consolidação de oito vitórias conquistadas de virada — demonstrando poder de reação do grupo — e o foco estratégico na utilização de jovens talentos. Ao todo, 17 jogadores formados nas categorias de base do clube integraram o elenco profissional durante o ciclo.

marcos financeiros e valorização de mercado

A gestão de Sant’Ana também ficou marcada por movimentações expressivas no mercado da bola e na saúde financeira e institucional do Paysandu. O clube registrou a maior venda de atleta em toda a sua história centenária, um marco que simboliza a nova vitrine que o Papão passou a representar no cenário do futebol nacional.

Além da negociação recorde, o executivo apontou como legado a recuperação institucional e a credibilidade reconquistada pelo clube junto ao mercado esportivo, empresários e atletas, facilitando futuras negociações e a chegada de novos reforços para os próximos desafios esportivos da instituição.

frustração com o acesso e os desafios do futebol

Apesar dos avanços estruturais e financeiros, o tom predominante na mensagem de despedida foi de cobrança e frustração pelo objetivo não atingido. Sant’Ana admitiu abertamente que o grupo falhou na missão de conquistar o acesso, principal aspiração da diretoria e da imensa torcida bicolor no ano.

O dirigente reconheceu falhas e limitações ao longo do processo, argumentando que a reestruturação profunda de mentalidade e cultura em um clube de massa exige tempo e continuidade, não se esgotando no período de apenas uma temporada competitiva. Você pode conferir mais detalhes sobre os bastidores do esporte regional no Diário do Pará.

Ao finalizar sua mensagem aos torcedores, o dirigente deixou claro que a relação com o clube paraense extrapolou a esfera profissional, afirmando que a experiência ficará gravada em sua memória. Sem fechar as portas para o futuro, Sant’Ana encerrou com uma frase emblemática: “Nem toda despedida é um adeus. Às vezes, é um até logo”.

    Deo Martins