Prosap: espécie de árvore ameaçada de extinção é encontrada em área do Projeto Lajeado

 Prosap: espécie de árvore ameaçada de extinção é encontrada em área do Projeto Lajeado

Localizada em área da primeira etapa de obras do Projeto de Revitalização do Igarapé Lajeado, a “Virola Ucuúba” é uma espécie de árvore rara, ameaçada de extinção por conta do seu grande potencial madeireiro. A equipe de meio ambiente do Programa de Saneamento Ambiental, Macrodrenagem e Recuperação de Igarapés e Margens do Rio Parauapebas (Prosap) conseguiu identificar a espécie, resgatar as suas sementes e garantir a germinação e o seu crescimento.

De acordo com a engenheira florestal, Samantha Barbosa, da empresa MP Engenharia, desde o resgate das sementes, todos os cuidados foram adotados para garantir a perpetuação da espécie. “Durante a execução do nosso trabalho, identificamos 16 árvores da  Virola Ucuúba. Tivemos uma preocupação muito grande porque essa planta está na lista de vulneráveis a extinção. Isso ocorre devido ao seu grande potencial madeireiro”, explica.

Com o resgate dos frutos, foram coletadas 70 sementes e levadas ao Centro Tecnológico da Agricultura Familiar (Cetaf), onde a Prefeitura de Parauapebas mantém um viveiro que é administrado pela Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror). “Com a parceria da Sempror, plantamos 70 sementes e 52 germinaram, uma boa taxa de germinação”, conta Samantha Barbosa.

Educação Ambiental

A coordenadora do Programa de Educação Ambiental e Sanitária do Prosap, Lana Nunes, informa que após o período de cuidados no Cetaf, as plantas irão agora compor o projeto paisagístico do programa, a partir das atividades de educação ambiental. “Com a germinação, a gente vai levá-las e inseri-las nas atividades que envolvam a comunidade: estudantes e todas as pessoas impactadas diretamente pelo projeto”, afirma, acrescentando que, dessa forma, é possível tratar de questões importantes sobre a temática ambiental, especialmente, sobre preservação.

Meio de subsistência

Uma curiosidade sobre essa espécie é que ela também contribui para o sustento de comunidades ribeirinhas, visto que o óleo extraído do fruto da planta é utilizado na fabricação de manteigas e produtos para hidratação da pele.

Texto: Jéssica Borges – Fotos: Adahilton Araújo

Deo Martins