Plano municipal avança com capacitação técnica e foco na prevenção de riscos

 Plano municipal avança com capacitação técnica e foco na prevenção de riscos

A Prefeitura de Parauapebas deu mais um passo significativo na consolidação de políticas públicas voltadas à segurança urbana e à gestão territorial. Por meio da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), vinculada à Secretaria Municipal de Segurança e Defesa do Cidadão (Semsi), o município realizou na terça-feira, 20, uma oficina técnica voltada para o mapeamento e a gestão de riscos na região.

A iniciativa faz parte da construção estratégica do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), que vem sendo estruturado em parceria com o Consórcio Tetra Tech-Reconverte. O objetivo central é dotar equipes técnicas e servidores públicos de ferramentas analíticas para interpretar mapas de vulnerabilidade e antecipar cenários adversos.

Capacitação técnica fortalece equipes municipais

A oficina reuniu servidores de diferentes pastas e corporações para nivelar o conhecimento sobre desastres naturais e urbanos. Participaram representantes do Corpo de Bombeiros Militar, da Defesa Civil e de secretarias essenciais para a infraestrutura e o bem-estar social.

Entre os órgãos presentes estavam as secretarias municipais de Serviços Urbanos (Semurb), de Obras (Semob), de Saúde (Semsa) e o Programa de Saneamento Ambiental, Macrodrenagem e Recuperação de Igarapés e Margens do Rio Parauapebas (Prosap). A integração entre essas frentes é considerada indispensável para transformar dados técnicos em ações práticas de engenharia e atendimento humanitário.

Etapas anteriores e participação comunitária

Antes da oficina de capacitação, o projeto do PMRR passou por diversas fases cruciais de levantamento de dados no terreno. O diagnóstico incluiu mapeamentos geotécnicos, estudos hidrológicos e geológicos, além do uso de drones para sobrevoos e monitoramento detalhado das áreas sensíveis.

As equipes também realizaram visitas in loco e promoveram oficinas diretamente com moradores de áreas vulneráveis. Essas devolutivas comunitárias permitiram cruzar o conhecimento científico com a percepção empírica de quem vive nas regiões monitoradas, garantindo maior assertividade às diretrizes do plano.

Próximos passos e audiência pública

De acordo com a coordenação da Defesa Civil, o engajamento coletivo é o pilar que sustenta a eficácia do documento em construção. O trabalho integrado busca antecipar cenários e blindar o município contra eventos extremos.

Com a conclusão das etapas técnicas e participativas, o processo entra agora em sua fase de validação social. A próxima etapa prevê a realização de uma audiência pública, abrindo espaço definitivo para a contribuição da sociedade civil antes da consolidação final do plano.

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    Deo Martins