Mulheres da zona rural de Parauapebas recebem curso inédito de corte e costura da Casa de Mainha

 Mulheres da zona rural de Parauapebas recebem curso inédito de corte e costura da Casa de Mainha

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A Prefeitura de Parauapebas, por intermédio da Secretaria Municipal da Mulher (Semmu), deu início a uma iniciativa inédita para levar qualificação profissional diretamente às comunidades rurais. Pela primeira vez, o projeto Casa de Mainha, tradicionalmente sediado na zona urbana, deslocou sua estrutura completa de máquinas, materiais e instrutores para o Vale da Serra, na região de Palmares II.

A ação faz parte da estratégia denominada Semmu Até Você, que busca romper barreiras geográficas e logísticas que frequentemente impedem mulheres do campo de acessarem cursos de capacitação. Ao descentralizar o ensino, o poder público pretende fomentar o empreendedorismo local e oferecer ferramentas práticas para a geração de renda extra, integrando as moradoras da zona rural ao mercado de trabalho de forma mais qualificada.

Formação técnica e impacto no cotidiano rural

O curso de corte e costura conta com uma carga horária de 40 horas, distribuídas em encontros semanais. A metodologia foi adaptada para respeitar a rotina das participantes, que frequentemente conciliam as atividades domésticas com o trabalho na agricultura. Segundo Leila Pereira, instrutora responsável pela turma, a iniciativa marca um precedente importante para a política pública municipal.

“Estamos saindo da sede para atender as mulheres no território delas, trazendo todo equipamento necessário, material e as técnicas. Essas mulheres vão ficar na história porque formam a primeira turma desse projeto, com o objetivo de qualificar e inserir as mulheres no mercado de trabalho ou incentivar o empreendedorismo“, afirmou a instrutora durante o início das atividades.

Fortalecimento da rede feminina no campo

A chegada do curso ao Vale da Serra foi celebrada pelo grupo Mulheres Criativas, uma rede de apoio comunitária que atua na região há seis anos. Para as lideranças locais, a oportunidade vai além do aprendizado técnico, funcionando como um catalisador de autoestima e união entre as moradoras.

Gessiane Lima, representante do grupo, destacou que a vinda da estrutura para a comunidade era um desejo antigo. “Somos as primeiras mulheres da zona rural a receber esse curso e já era um sonho de muitas. Conseguimos formar essa turma de 15 mulheres que hoje estão dedicadas, e esperamos que este seja apenas o primeiro de vários ciclos de aprendizado“, pontuou.

Autonomia financeira e novas perspectivas

Para alunas como Francineide Fonseca, que divide o tempo entre o cultivo de pimenta e as aulas, a descentralização do curso é um diferencial logístico fundamental. A possibilidade de aprender uma nova profissão sem precisar se deslocar até o centro urbano reduz custos e otimiza o tempo das trabalhadoras rurais.

“Eu acredito que vou sair daqui enriquecida de conhecimento, de sabedoria e de aprendizado, que quero compartilhar também com as minhas amigas. Sou muito grata porque a gente é privilegiada de ser as primeiras a receberem esse curso em casa“, relatou a aluna. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal em promover a equidade de oportunidades, garantindo que o desenvolvimento econômico alcance também as áreas mais afastadas do município.

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    Deo Martins