Justiça do DF Mantém Prisão de Vizinho Acusado de Duplo Homicídio em Ponte Alta

 Justiça do DF Mantém Prisão de Vizinho Acusado de Duplo Homicídio em Ponte Alta

Material obtido pelo Metrópoles

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu manter a prisão de Evandro Gabriel Ferreira, de 60 anos, principal suspeito do brutal assassinato do casal Leonardo de Oliveira Campos e Rayane Lins Farias Campos. O crime chocante ocorreu na região de Ponte Alta, no Gama (DF), e a decisão judicial foi proferida após audiência de custódia realizada no último sábado.

A justificativa para a continuidade da detenção, conforme a sentença, fundamenta-se na 'gravidade da conduta', que, segundo o tribunal, 'demonstra risco efetivo à ordem pública'. A complexidade do caso e os antecedentes do suspeito reforçaram a avaliação de que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da seriedade dos fatos investigados.

A Descoberta do Crime e a Ação Policial

Os corpos de Leonardo e Rayane foram encontrados no quintal da própria residência na manhã da última sexta-feira. Moradores da área relataram ter ouvido disparos de arma de fogo na tarde da quinta-feira, por volta das 15h, indicando um possível lapso entre o momento do crime e a descoberta dos cadáveres. A dolorosa cena foi encontrada pelo pai de uma das vítimas, que acionou as autoridades.

Evandro Gabriel Ferreira, um empresário de 60 anos e vizinho do casal, foi rapidamente identificado e preso sob suspeita de autoria do duplo homicídio. Em seu depoimento inicial, ele negou qualquer envolvimento com as mortes, afirmando desconhecer o responsável pelos crimes que abalaram a tranquilidade da comunidade.

O Histórico de Conflitos e a Versão do Suspeito

As investigações apontam que a motivação para o duplo assassinato pode estar ligada a uma série de desavenças entre Evandro e Leonardo, seu vizinho. O epicentro das discussões, segundo informações preliminares, seria um muro que dividia os imóveis, embora Evandro, em seu depoimento, tenha alegado que esse problema específico já havia sido resolvido.

O empresário, no entanto, detalhou um conflito mais recente envolvendo uma calçada no condomínio. De acordo com sua versão, Leonardo teria danificado sua calçada, o que o levou a acionar a polícia. Durante uma tentativa de negociação particular entre os dois, Evandro alegou que Leonardo teria lhe pedido uma 'propina' de R$ 50 mil, que ele se recusou a pagar. Ele justificou não ter relatado a suposta extorsão aos policiais por não ter gravado a conversa.

Padrões de Comportamento e Antecedentes Preocupantes

A gravidade do caso é acentuada por informações que surgiram sobre o histórico e o comportamento de Evandro Gabriel Ferreira. Moradores e vizinhos relataram que o suspeito frequentemente proferia ameaças em grupos de WhatsApp, indicando um padrão de conduta agressiva e conflituosa no ambiente de convivência.

Além disso, dados revelaram um antecedente criminal ainda mais sério: Evandro já havia sido condenado por assassinar o próprio sobrinho em 2008, após uma discussão acalorada que teria ocorrido durante um episódio de consumo de álcool. Esse histórico prévio de violência é um fator que contribui significativamente para a decisão judicial de manter sua custódia, reforçando a percepção de risco à ordem pública e a ineficácia de medidas cautelares menos restritivas.

O Próximo Capítulo da Investigação

Com a manutenção da prisão de Evandro Gabriel Ferreira, a investigação prossegue para consolidar as provas e esclarecer todos os detalhes que levaram ao trágico fim de Leonardo de Oliveira Campos e Rayane Lins Farias Campos. A comunidade de Ponte Alta aguarda que a justiça seja feita e que a verdade sobre o duplo homicídio seja plenamente revelada, em um caso que expõe a perigosa escalada de conflitos entre vizinhos e as consequências devastadoras que podem advir de desavenças não resolvidas.

Fonte: https://www.metropoles.com

    Deo Martins