Adolescente de 12 anos sofre estupro coletivo e agressões em escola

 Adolescente de 12 anos sofre estupro coletivo e agressões em escola

Foto: Notícias ao Minuto

O Brasil segue com números alarmantes de violência. De acordo com dados do 14° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2019, foram registrados 66.123 boletins de ocorrência de estupro e estupro de vulnerável nas delegacias de polícia do país, ou seja, uma média de um estupro a cada 8 minutos.

Uma família de Recife, em Pernambuco, nordeste do país, denunciou que um adolescente estava sendo vítima de estupro coletivo e agressões físicas dentro de uma escola pública.  A Polícia Civil investiga o caso.

A mãe do adolescente relatou à polícia que percebeu hematomas no corpo do filho, mas, chegou a imaginar ser dos treinos esportivos realizados por ele, que também é atleta. Porém, tudo mudou quando a família recebeu uma ligação da escola, que também queria saber o estava acontecendo com o garoto. A partir daí, a mãe começou a redobrar a preocupação e percebeu que algo errado esteva acontecendo.

O menino de apenas 12 anos contou sobre os abusos que estava sofrendo dentro da instituição de ensino e os pais registraram um Boletim de Ocorrência. De acordo com a família, os agressores iam atrás do menino, dentro das salas de aula, no período do intervalo. A vítima já não saía da sala, por medo.

“Eles entravam, jogavam ele no chão e espancavam ele ali, no chão, para ninguém ver. Chegaram ao ponto de levar ele para o banheiro, né? Aí, botaram arma na cara dele. E foi quando três deles seguraram ele e os outros cometeram o abuso”, contou a mãe do estudante.

Ainda de acordo com a mãe, os responsáveis pela escola, por telefone, disseram que “isso era coisa da cabeça do garoto e que a mãe não deveria se preocupar”.

Já em nota oficial, a Secretaria de Educação e Esportes (SEE) de Pernambuco afirmou que o “suposto caso de violência sofrida por um estudante segue sendo investigado pela Polícia Civil”.

A família estava sofrendo represálias pelas acusações. Com medo, eles resolveram mudar de cidade. “Acabou com a saúde mental, social, saúde. Acabou com a vida do meu filho. Eles sabiam onde ele morava, eles ameaçavam toda a família, sabiam o nome da gente”, desabafou a mãe.

Dol com informações de Metrópoles

Deo Martins