Polícia Civil prende homem acusado de invadir casas e violentar mulheres em Belém

Reprodução / oliberal.com
A Polícia Civil do Pará cumpriu, na última quarta-feira (4/11), o mandado de prisão temporária de um homem investigado por invadir residências, roubar e estuprar moradoras em Belém. A captura ocorreu no âmbito da Operação Umbra, conduzida por equipes especializadas que apuravam uma série de ataques violentos cometidos com modo de atuação semelhante na capital paraense.
O suspeito é apontado como autor de pelo menos dois episódios registrados entre os meses de junho e agosto deste ano. De acordo com os levantamentos policiais, as ações criminosas eram marcadas por extrema violência, ameaças com armas brancas e invasões promovidas durante a madrugada, aproveitando momentos de vulnerabilidade das vítimas.
Ação violenta nos bairros Tenoné e Outeiro
O primeiro caso registrado ocorreu no mês de junho, no bairro Tenoné. A vítima, uma mulher de 53 anos que residia sozinha, foi surpreendida em sua cama por um homem armado com uma faca. Segundo relatos da delegada Caroline Batista, diretora da Divisão Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Belém, o criminoso manteve a mulher sob grave ameaça e atos de violência sexual por mais de uma hora. A vítima conseguiu fugir e pedir socorro no momento em que o agressor se distraiu.
O segundo episódio ocorreu em agosto, no distrito de Outeiro. Desta vez, a moradora dormia acompanhada de seus três filhos, de um, seis e dez anos, quando o imóvel foi invadido. A delegada Sawana Fontes, responsável pela apuração e pela prisão do investigado nesse inquérito, informou que o homem exigiu dinheiro e tomou dois aparelhos celulares da família.
Em seguida, o invasor imobilizou a vítima utilizando um cabo de carregador de celular e voltou a fazer ameaças com uma faca. Mesmo diante dos apelos da mãe e do choro das crianças, o suspeito agrediu a mulher com golpes na cabeça e consumou a violência sexual. Antes de fugir, ele amarrou os pés da vítima, cobriu seu rosto e a deixou trancada no imóvel.
Perícia papiloscópica e provas genéticas na investigação da Polícia Civil
A identificação do acusado foi possível graças ao trabalho de inteligência e cruzamento de provas periciais. A semelhança na dinâmica dos ataques — como o horário de invasão, o uso de facas e adereços para cobrir o rosto — levou os investigadores a unificar os dados dos inquéritos.
Um dos pontos centrais para a confirmação da autoria foi a perícia papiloscópica realizada pela equipe técnica da Polícia Civil do Pará. Os especialistas coletaram fragmentos de impressões digitais na cena de um dos crimes e os confrontaram com o banco biométrico cadastrado no estado, resultando em uma correspondência positiva.
Conforme explicou a delegada Caroline Batista, esse laudo técnico foi fundamental para respaldar o pedido de prisão temporária feito à Justiça. Além da prova datiloscópica, a Justiça autorizou a coleta de material genético do investigado. O procedimento biológico será executado pela Polícia Científica para confrontar o perfil de DNA do suspeito com os vestígios recolhidos durante os exames de corpo de delito das vítimas.
Desdobramentos jurídicos e andamento do caso
O homem preso foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição do Poder Judiciário. Ele responderá pelos crimes de estupro e roubo majorado. As autoridades policiais dão prosseguimento às diligências para verificar se houve a participação do investigado em outros crimes com o mesmo padrão de atuação na Região Metropolitana de Belém.
Casos dessa gravidade reforçam a importância da rápida atuação das forças de segurança públicas e do suporte especializado oferecido pelas delegacias de atendimento à mulher no Pará.
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