Leonardo Jardim aponta erros e explica eliminação do Flamengo na Libertadores

 Leonardo Jardim aponta erros e explica eliminação do Flamengo na Libertadores

A eliminação do Flamengo na semifinal da Copa Libertadores para o Estudiantes-ARG, na noite desta quinta-feira (22), deixou marcas profundas no ambiente rubro-negro. Em pleno Maracanã lotado, o time carioca não conseguiu furar a retranca adversária em nenhum dos confrontos da série e acabou sucumbindo nas penalidades máximas, encerrando o sonho do título continental na temporada.

Após a partida, o técnico Leonardo Jardim concedeu entrevista coletiva para analisar o desempenho da equipe e apontar os fatores determinantes para o revés. Segundo o comandante, a postura defensiva dos argentinos aliada à falta de efetividade ofensiva pesou contra as pretensões do clube carioca na competição sul-americana.

Análise da postura defensiva e da falta de efetividade

O treinador destacou que a equipe teve o controle territorial das ações, mas esbarrou na forte marcação rival. Para Jardim, a posse de bola estéril acabou facilitando o trabalho defensivo do adversário, que soube neutralizar as principais investidas ofensivas ao longo dos noventa minutos reglamentares.

“O jogo foi dominado por nós. Fala-se muito de dados, muita posse de bola e, em termos de efetividade, não tivemos presença na área. Não fomos capazes de criar mais”, pontuou o técnico, reconhecendo os méritos da campanha rival na Copa Libertadores.

“O Estudiantes é uma equipe que fez uma excelente campanha. Só perderam para a gente na fase de grupos. Não conseguimos finalizar. Isso é um jogo competitivo. Nas penalidades, as coisas não aconteceram para o nosso lado”, lamentou o comandante.

Justificativa sobre o tempo de alteração na equipe

Questionado sobre a demora para mexer no time, especialmente após a expulsão de Rodríguez nos primeiros minutos do segundo tempo, o treinador explicou a estratégia adotada. A superioridade numérica levou os visitantes a se fecharem em um bloco ainda mais compacto na defesa.

“Em relação às mudanças, fizemos quando achamos necessárias. Depois da expulsão, eles estavam jogando em bloco baixo. O Arrascaeta é um jogador que podia nos dar um jogo entrelinhas. Depois, mantivemos alguns por mais tempo, como Paquetá e Pedro. Arriscamos na parte final”, argumentou.

O retorno estratégico de Arrascaeta

Uma das grandes novidades da noite foi a presença de Arrascaeta no banco de reservas. Recuperando-se de uma cirurgia no punho, o meia foi acionado na etapa complementar e converteu sua cobrança na decisão por pênaltis, mostrando coragem em meio à fase decisiva.

“Essa semana trabalhou o físico. Fiz três ou quatro treinos dele com o grupo. Com certeza era um jogador que dificilmente iria entrar de início por causa do impacto do jogo. Quando estavam com o bloco baixo, ele era o melhor jogador que temos em pequenos espaços. Ele seria a solução para a necessidade”, explicou Jardim.

Sem tempo para lamentar a queda continental, o elenco rubro-negro precisa mudar o foco rapidamente para a sequência do calendário nacional. O time volta a campo na próxima segunda-feira (26), novamente diante de sua torcida no Maracanã, para encarar o Atlético-MG em compromisso válido pelo Campeonato Brasileiro.

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    Deo Martins