Cabral Gold concretiza primeira venda de OURO extraído no distrito de Cuiú Cuiú

O marco operacional da Cabral Gold no Tapajós
A mineradora canadense Cabral Gold atingiu um patamar decisivo em suas operações no Pará ao concluir a primeira venda comercial de ouro extraído no distrito de Cuiú Cuiú. O lote, que totalizou mais de 2.400 onças — aproximadamente 74,6 kg —, foi comercializado na forma de bullion doré para uma refinadora brasileira. A operação movimentou cerca de US$ 10 milhões, valor que, na cotação atual, aproxima-se de R$ 52 milhões.
A transação não apenas injeta capital na companhia, mas valida a eficiência da cadeia produtiva instalada na Província do Tapajós. Com o sucesso da venda, a empresa reafirma seu cronograma para declarar a produção comercial plena ainda no quarto trimestre de 2026. O projeto é integralmente controlado pela Cabral, que mantém capital aberto nas bolsas de Toronto e no mercado de balcão dos Estados Unidos.
Expansão e ritmo de operação 24 horas
Para sustentar o crescimento da produção, a mineradora antecipou a implementação de um segundo turno de trabalho. O que inicialmente operava apenas durante o dia para estabilizar as pilhas de lixiviação agora funciona em regime ininterrupto, 24 horas por dia. Essa mudança abrange tanto o circuito a seco, responsável pela preparação do material, quanto o circuito úmido de processamento.
Embora a lavra no depósito MG siga majoritariamente em turnos de 12 horas, a planta de beneficiamento é alimentada continuamente pelas pilhas de minério ROM acumuladas. Segundo o presidente da companhia, Alan Carter, o foco atual reside na elevação segura da taxa de processamento e na otimização da recuperação metalúrgica, passos essenciais para consolidar o fluxo de caixa operacional.
Contexto histórico e potencial geológico
A região do Tapajós carrega um legado profundo na mineração nacional, tendo sido o epicentro da maior corrida do ouro da história do Brasil. Dados da Agência Nacional de Mineração indicam que, entre 1978 e 1995, a província produziu entre 930 e 1.550 toneladas de ouro aluvionar. Cuiú Cuiú, especificamente, destaca-se como uma das áreas mais ricas, com uma produção histórica estimada em 62 toneladas.
Atualmente, o distrito de Cuiú Cuiú possui recursos significativos delimitados. De acordo com os critérios do NI 43-101, a área reúne 12,29 milhões de toneladas de recursos indicados em rocha fresca com teor de 1,14 g/t. Além disso, a empresa já planeja a transição para a Fase 2 do projeto, que focará na exploração de rocha fresca, ampliando a vida útil da mina e o potencial de extração na região.
Segurança e transição operacional
A transição da fase de construção para a operação plena trouxe desafios de gestão, especialmente no que tange à segurança do trabalho. Em 2026, o projeto acumulou 664,8 mil horas trabalhadas, com uma taxa de acidentes com afastamento de 0,30 por cada 200 mil horas. A empresa reforça que a prioridade é manter a integridade da equipe durante este período de aceleração produtiva.
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