Fragilidade defensiva coloca Paysandu em situação crítica no quadrangular da Série C

 Fragilidade defensiva coloca Paysandu em situação crítica no quadrangular da Série C

Imagem ilustrativa

O Paysandu atravessa um momento delicado na temporada, com o sistema defensivo tornando-se o principal entrave para as pretensões do clube no Campeonato Brasileiro da Série C. Após a conclusão da terceira rodada do quadrangular decisivo, o time bicolor consolidou-se como a equipe com a defesa mais vazada de toda a competição, um dado que acende o sinal de alerta na Curuzu e preocupa a torcida em um momento onde a margem para erros é mínima.

Números que expõem a vulnerabilidade bicolor

A estatística é implacável: o Papão acumula 32 gols sofridos em 22 partidas disputadas até o momento. O desempenho defensivo, que já apresentava oscilações preocupantes durante a fase classificatória — onde a equipe sofreu 27 gols em 19 jogos, mantendo uma média de 1,42 por confronto —, não demonstrou a solidez necessária para a etapa decisiva. Somente nas três rodadas do quadrangular, o time foi vazado em cinco oportunidades.

A sequência recente ilustra o cenário: foram dois gols sofridos diante do Brusque, um contra a Ferroviária e outros dois no empate com a Inter de Limeira. Com esses números, o Paysandu superou o Maringá, que agora detém a marca de 31 gols sofridos, assumindo isoladamente o posto de defesa mais frágil entre os times que ainda buscam o acesso à Série B.

Contraste com a concorrência e o peso da solidez

A comparação com outras equipes que disputam o acesso evidencia a disparidade técnica no setor defensivo. O Santa Cruz, por exemplo, apresenta um contraste nítido ao ter sofrido apenas 14 gols em toda a primeira fase. Mais impressionante ainda é o desempenho dos pernambucanos no quadrangular: após três rodadas, a defesa segue invicta, permitindo que o clube lidere o Grupo B com nove pontos e uma vantagem confortável sobre os demais concorrentes.

Enquanto o Santa Cruz constrói sua campanha com base na segurança defensiva e vitórias por placares mínimos, o Paysandu enfrenta dificuldades para equilibrar seu sistema de jogo. A fragilidade lá atrás obriga o ataque a produzir volumes de gols que, muitas vezes, não são suficientes para compensar as falhas individuais e coletivas na retaguarda.

Cenário no Grupo C e a busca pela reação

Atualmente, o Paysandu ocupa a última posição do Grupo C, somando apenas um ponto em três rodadas. A liderança é da Ferroviária, com sete pontos, seguida pelo Brusque, com quatro, e pela Inter de Limeira, com três. Com um saldo de gols negativo de dois, o time paraense precisa de uma mudança drástica de postura para reverter o quadro atual.

Restam apenas três rodadas para o encerramento desta fase e a margem de manobra é praticamente inexistente. A comissão técnica busca soluções internas para estancar os gols sofridos e manter vivo o sonho do retorno à segunda divisão nacional. Para acompanhar os desdobramentos desta reta final e todas as notícias do esporte regional, continue conectado ao Infopebas, seu portal de referência em informação de qualidade.

    Deo Martins