Escritor de Marabá representa o Pará na Bienal do Livro de São Paulo

O escritor Cleiton Bento, de Marabá, levou a literatura paraense à Bienal do Livro de São Paulo nesta terça-feira (8), onde participou do lançamento da antologia “Vivências, memórias que o tempo não apaga”, publicado pela Editora Articule, que reúne textos de autores de diferentes regiões do Brasil.
Cleiton foi selecionado por meio de um concurso literário para integrar a publicação com o conto “Por que estão na rua a esta hora?”. Na obra, o escritor resgata memórias e brincadeiras de rua da infância e propõe uma reflexão sobre a importância do brincar e sobre a influência dos adultos na construção dos sonhos e do imaginário das crianças.
“Que dia incrível! Trocar experiências e vivências na Bienal Internacional do Livro de São Paulo foi, com certeza, um momento inesquecível. Não foi só uma tarde de autógrafos, mas também um momento para celebrar a leitura e a escrita”, destaca Cleiton.
Na antologia, o escritor representou o Pará levando para um dos principais eventos literários do país uma produção que valoriza a memória, a infância e as experiências que permanecem vivas mesmo com a passagem do tempo.
Próximo projeto deve sair em breve
A participação na Bienal também marca uma nova etapa na trajetória literária do jovem escritor. Para 2027, o Bento prepara o lançamento independente de “As aventuras de João”, obra voltada ao público infantil.
A história apresenta João, um menino que transforma distrações em aventuras e pequenas tarefas em universos inteiros. Por meio da imaginação, ele encontra uma maneira própria de compreender o mundo e de lidar com suas descobertas, desafios e aprendizados.
A narrativa também propõe um olhar mais acolhedor para diferentes formas de atenção, aprendizagem e expressão. Embora não seja uma história sobre diagnósticos, João apresenta características que podem ser reconhecidas por leitores que convivem com o TDAH, sem reduzir a criança a rótulos.
Com este novo projeto e impulsionado pelo sucesso na Bienal, Bento dá continuidade ao seu trabalho na literatura e mantém seu olhar para uma escrita lúdica, que valoriza a infância, a imaginação e as diferentes formas de aprender e enxergar o mundo.
