O trabalho começou no início da operação e faz parte do pacote de melhorias da concessionária para ampliar a segurança do abastecimento.
Muitas pessoas associam o cheiro ou o gosto característico do cloro a um problema na água. Na prática, acontece justamente o contrário. A presença do cloro, dentro dos limites estabelecidos pela legislação, é uma das principais garantias de uma água segura, protegida contra bactérias, vírus e outros microrganismos que podem causar doenças.
A desinfecção é uma das etapas mais importantes do tratamento da água. Depois de passar pelos processos de captação, tratamento e filtração, a água recebe uma dosagem controlada de cloro para eliminar agentes causadores de doenças e manter-se protegida durante todo o percurso até chegar às residências.
Essa etapa é obrigatória em todos os sistemas públicos de abastecimento. A Portaria nº 888/2021, do Ministério da Saúde, determina que a água destinada ao consumo humano mantenha uma concentração mínima de cloro residual, justamente para preservar sua qualidade até o momento em que chega ao consumidor.
Nos municípios do sul e sudeste do Pará, como Água Azul do Norte, Bannach, Canaã dos Carajás, Cumaru do Norte, Floresta do Araguaia, Parauapebas, Piçarra, Rio Maria e Santa Maria das Barreiras, a Águas do Pará concluiu a implantação de sistemas de desinfecção para reforçar o controle de qualidade da água distribuída aos moradores.
Embora muitas vezes seja transparente e sem alterações visíveis, a água pode conter microrganismos que não podem ser identificados a olho nu.
Os equipamentos reforçam a etapa de desinfecção, fundamental para a eliminação de microrganismos
O trabalho começou no início da operação e faz parte do pacote de melhorias da concessionária para ampliar a segurança do abastecimento e assegurar que a água distribuída atenda aos padrões de potabilidade exigidos pela legislação.
Segundo o gerente executivo de Operações da Águas do Pará, Vilmar Pereira, a implantação dos sistemas de desinfecção representa um avanço importante para a segurança do abastecimento nos municípios atendidos.
“A desinfecção é uma etapa essencial para garantir a qualidade da água distribuída à população. Todo o processo é realizado de forma contínua, com controle técnico e monitoramento permanente, assegurando que a água atenda aos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação e chegue às torneiras com segurança”, destaca.
Água transparente nem sempre é água segura
Embora muitas vezes seja transparente e sem alterações visíveis, a água pode conter microrganismos que não podem ser identificados a olho nu. Por isso, aparência, cor ou transparência não são suficientes para garantir que a água seja própria para consumo.
O engenheiro sanitarista e professor do Instituto Federal do Pará (IFPA), Valdinei Alves da Silva, explica que a desinfecção é justamente a etapa responsável por eliminar esses organismos.
“Água transparente não significa, necessariamente, água potável. Muitas vezes, quando analisamos a água recolhida da chuva ou de poços artesianos, por exemplo, identificamos a presença de diversos vírus, bactérias e protozoários. Isso porque essa água ainda não recebeu o tratamento adequado“, conclui.