Adolescente é investigado em Marabá após transmitir tortura e morte de animais em transmissões ao vivo

 Adolescente é investigado em Marabá após transmitir tortura e morte de animais em transmissões ao vivo

Imagem: Redes Sociais

Uma investigação da Polícia Civil do Pará apura a conduta de um adolescente residente no município de Marabá, no Sudeste do Estado, suspeito de praticar atos extremos de crueldade contra animais. O jovem utilizava plataformas de redes sociais para transmitir ao vivo (lives) o esquartejamento e a incineração de gatos.

As transmissões, que geraram forte indignação e denúncias por parte de internautas, mostravam os atos de violência explícita contra os felinos em tempo real. O caso acendeu um alerta nas autoridades locais e em grupos de proteção animal da região, que mobilizaram esforços para identificar a origem das imagens e o autor do perfil.

O delegado Walter Ruiz Bogaz Neto está conduzindo as  investigações através da (UISP) –  Unidade Integrada de Segurança Pública de São Félix. De acordo com as informações apuradas, o adolescente infrator, que utilizava o pseudônimo “Dylan” na internet, admitiu ter cometido os atos de violência.

Segundo informações preliminares, o material digital gerado pelo suspeito já está sendo analisado por peritos e delegacias especializadas em crimes cibernéticos e ambientais. No Brasil, a prática de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais silvestres, domésticos ou domesticados é crime. Quando o ato envolve cães ou gatos, a legislação prevê penas de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda, punição que pode ser adaptada conforme as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em caso de menores de idade.

As autoridades orientam a população a não compartilhar os vídeos do ocorrido, para evitar a propagação do conteúdo violento, e a encaminhar qualquer informação que auxilie no caso diretamente aos canais oficiais de denúncia, como o Disque-Denúncia (181). O processo corre sob sigilo para preservar as investigações.

    Deo Martins