Começa nesta sexta-feira a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo/ Foto: Divulgação

Com o recrudescimento da doença no País, o sarampo voltou a preocupar os órgãos de saúde e o governo vem alertando sobre a importância de imunizar contra a enfermidade. Nesta sexta-feira, 27, começa em todo o País mais uma campanha nacional de vacinação contra a doença.
Em Parauapebas, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) realiza na mesma data, sexta-feira, 27, o Dia D de vacinação. A campanha segue até o dia 5 de outubro, quando será realizado outro Dia D de imunização. O público alvo são crianças acima dos seis meses e menores de cinco anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias). A imunização é realizada nas unidades de saúde e postos da zona rural.
Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), o Brasil registrou nos últimos 90 dias, 2.753 casos confirmados de sarampo em 13 Estados. De acordo com o novo boletim epidemiológico da doença, entre 09 de junho a 31 de agosto de 2019, o Brasil notificou 20.292 casos, sendo 15.430 em investigação e 2.109 descartados.
O levantamento do Ministério da Saúde apontou também quatro óbitos em decorrência da doença: três mortes no Estado de São Paulo (duas crianças e 1 adulto); e uma no Estado de Pernambuco (uma criança). Em nenhum dos quatro casos foi comprovada a imunização contra o sarampo.
Os casos confirmados estão concentrados em 13 estados, sendo a maioria, 98,37% no Estado de São Paulo (2.708), seguido do Rio Janeiro (15), Pernambuco (12), Distrito Federal (3), Goiás (1), Paraná (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Bahia (1), Sergipe (1), Santa Catarina (7) e Piauí (1). Os casos estão distribuídos em 120 municípios. Nos Estados de Goiás e Piauí, os casos foram registrados em outros estados.
Este ano, o MS já destinou 1,6 milhão de doses extras da vacina tríplice viral a todos os estados, para garantir a dose extra contra o sarampo em todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. Só para os 13 estados que estão em situação de surto ativo de sarampo, vão ser destinadas, 960.907 mil doses.
Desse total, 56% já foi enviado para o Estado de São Paulo, que concentra 99% dos casos. Além do envio das doses extras, o Ministério da Saúde adquiriu 28,7 milhões de doses adicionais de vacinas contra sarampo, que irão garantir o abastecimento do País até 2020.
A vacina tríplice viral, que imuniza contra o sarampo, previne também contra rubéola e caxumba. O MS garante que já enviou para os estados 19,4 milhões de doses da vacina.
Esse quantitativo é para atender a vacinação de rotina, conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação, em todos os estados do País, bloqueio vacinal e para intensificar a vacinação de crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias de idade. A vacina é a principal forma de proteção contra o sarampo.
De acordo com o Ministério da Saúde, a chamada “dose zero” não substitui e não é considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose, aplicada no recém-nascido, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses.
Ainda de acordo com o MS, a vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina.
Bloqueio Vacinal
Além de vacinar as crianças na faixa etária prioritária, o Ministério da Saúde também orienta aos estados e municípios a realizarem o bloqueio vacinal. Ou seja, em situação de surto ativo do sarampo, quando identificado um caso da doença em alguma localidade, é preciso vacinar todas as pessoas que tiveram ou tem contato com aquele caso suspeito em até 72 horas.
Sintomas
Os principais sintomas do sarampo são febre acompanhada de tosse; irritação nos olhos; nariz escorrendo ou entupido; e mal-estar intenso. Em torno de 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo.
Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade.
Transmissão
A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.
A transmissão pode ocorrer entre 4 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.
Complicações
Segundo o Ministério da Saúde, o sarampo é uma doença grave que pode deixar sequelas por toda a vida ou causar o óbito. A vacina é a única maneira de evitar que isso aconteça.
Tina Santos / Correio de Carajás – com dados do Ministério da Saúde

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