Desde o último dia 13, quando o ginecologista Orlando Veiga Filho foi preso acusado de estuprar uma paciente, já são oito mulheres que fizeram o mesmo tipo de denúncia contra o médico. Ele foi preso em Tucuruí, mas atuava também nos municípios de Breu Branco e Parauapebas, onde fez outras vítimas. As investigações começaram depois que uma das pacientes fez uma denúncia contra ele no dia 2 de julho.
A acusação formal, segundo prevê o Código Penal Brasileiro (CPB), é de violência sexual mediante fraude, que é quando a vítima, muitas vezes, não consegue questionar sobre o ato por falta de conhecimento técnico. O relato das vítimas é de indignação, segundo o que apurou a Polícia Civil até o momento.
No ano passado eu fui numa consulta com o doutor Orlando, ginecologista. Chegando lá na consulta, ele falou que era pra mim tirar a calcinha, já achei estranho porque era pra ele bater uma ultrassom. Deitei na maca, ele colocou a luva e introduziu os dedos dele por vários minutos. Aí ele estava bem próximo, que eu sentia o órgão genital dele devido eu estar com as pernas abertas e ele bem encostado”, conta uma das vítimas.
O relato é de uma das oito pacientes que denunciaram o médico Orlando Veiga Filho por abuso sexual, após a prisão dele. O caso ocorreu no município de Tucuruí, cidade onde ele foi preso.
À frente do inquérito que investiga o caso, a delegada Luiza Moema, titular da delegacia de Breu Branco, não entrou em detalhes sobre o depoimento do acusado, limitando-se a dizer que Orlando Filho não confessou nenhum dos crimes dos quais é acusado.
Correio de Carajás