A Polícia Civil desencadeou na manhã desta segunda-feira, 17, a Operação Dregree para investigar um esquema de emissão de diplomas e graduação falsos e estelionato em Parauapebas. Foram presos duas mulheres e um homem, acusados de chefiar o esquema criminoso na cidade. Além das prisões, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede do Instituto INEP, localizado na Avenida dos Ipês, Bairro Cidade Jardim, onde estariam ocorrendo as falsificações. Os acusados presos na operação são Lidinalva Nascimento da Silva, Valdina Nascimento da Silva e Claudisbeck Nascimento da Costa.
De acordo com delegada Yanna Azevedo, que chefiou a operação, as investigações sobre o caso iniciaram após várias denúncias de alunos que descobriram a falsificação quando fora reconhecer firma no cartório e lá foi atestado que os diplomas eram falsos. “O cartório reteve esses diplomas e as vítimas vieram registrar ocorrência. Através do depoimento delas e de conversas através de Whataspp, nós identificamos os donos do Instituto INEP e pedimos a prisão deles e também solicitados mandado de busca e apreensão, o que foi autorizado pela justiça, e esta manhã demos cumprimento aos mantados”, informa Yanna, frisando com o mandado de busca e apreensão conseguiram apreender diplomas falsos que possivelmente iriam ser usados para enganar outras pessoas.
A delegada destaca que os acusados irão responder por falsidade de documento, estelionato e associação criminosa. Segundo ela, após apreensões de documentos, descobriram que o Instituto, além de atuar na cidade de Parauapebas e Marabá, também tem uma representação na Vila Palmares, zona rural de Parauapebas.
O nome Degree, usado na operação, significa diploma em inglês. Para a delegada, o grupo envolvido no esquema vinha enganando os alunos, que só descobriram ter sido vítima de golpe, quando iam ao cartório.

As acusadas Lidinalva Nascimento da Silva e Valdina Nascimento da Silva com a Delegada Yanna Azevedo

Na delegacia nenhum dos acusados falou com a imprensa. O marido de uma das acusadas, Lidemir Alves da Soledade, que chegou a assumir como suplente de vereador na legislatura passada, garantiu que a esposa, Lidinalva Nascimento da Silva, assim como os outros acusados, que estão à frente do Instituto INEP, também teriam sido vítimas de uma faculdade do Maranhão, cujo nome não foi mencionado.
Segundo ele, o INEP é todo legalizado em Parauapebas e Marabá, mas precisa de uma faculdade para legalizar os diplomas de graduação dos cursos que oferece, como pedagogia. Sua esposa e os outros teriam procurado essa faculdade do Maranhão para legalizar os documentos e, agora ‘descobriram’ que foram enganados. “Tudo vai ficar esclarecido, porque essa faculdade usou de má fé”, acusou Lidemir.
Reportagem: Tina Santos – com informações de Ronaldo Modesto – Correio de Carajás

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