O coordenador da Associação de Teatro de Parauapebas (ATP), Doddy Amancio, que também integra a Associação de Teatro Sul e Sudeste se diz chocado com a situação na qual se encontra o Teatro Municipal de Curionópolis. “O prédio está sendo usado como depósito para container de lixo. Os artistas da cidade precisam ser respeitados”, disse, ao procurar a equipe de reportagem para expor a situação.
O coordenador da ATP não esconde a indignação. “Um espaço que deveria ser ampliado, porque tem um lote no fundo, ele poderia ser reformado, ser equipado com a mais alta tecnologia, com a iluminação apropriada, com estrutura para o palco, e isso não aconteceu. Não há verba para investir na cultura em Curionópolis. A classe se solidariza com o descaso que a arte vem passando”, destaca, ao citar que a história do espaço está ligada à da cidade, pois foi palco de grandes eventos e reuniões.
Para Amancio, a “gestão municipal que deveria vestir a camisa, e compreender a importância desse edifício, cruza os braços e faz vista grossa diante de uma situação de tamanha gravidade”. “Fico muito consternado de entender que no estado são poucas casas, principalmente na região sudeste, e quando se tem não é valorizado”, relata. Ator e diretor do Teatro Mania, Paulo Correa, diz que o caso o entristece porque trata-se de uma casa que tem muitos anos, construído na década de 80, que poderia estar agregando várias apresentações culturais. “Infelizmente o que a gente vê é que está sendo um depósito da prefeitura. Poderia ter ações mais enérgicas por parte da governança para reverter a situação. A cidade perde muito com uma situação dessa”.
O integrante da Companhia Gente de Teatro, Gabriel Morais também lamenta a situação, “o teatro é da população, e deveria estar sendo utilizado para difundir a cultura do município. É um desaproveito do espaço. E esperamos que a cultura vença”.O abandono do Teatro de Curionópolis foi denunciado ao Fórum Permanente de Teatro em Belém, que congrega todas as pessoas que fazem teatro no estado, no qual a ATP também faz parte. A equipe de reportagem não conseguiu contato com o Departamento de Cultura do município.
Theiza Cristhine – Correio de Carajás – Fotos: Doddy Amâncio

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