Considerado um artista multimídia nas áreas de teatro, dança e artes plásticas, folclore e artesanato, Souza Lobbo veio para Carajás em 1985, convidado pela então Companhia Vale do Rio Doce e Colégio Pitágoras, para iniciar um trabalho na área de teatro, onde montou e dirigiu a peça musical “Alice no país das maravilhas”, com adaptação da escritora Gislaine Santos e elenco formado por alunos e professores do referido educandário.

Souza Lobbo será homenageado nesta sexta-feira (7). Foto: Arquivo Pessoal

Em seguida, dirigiu “A Arca de Noé”, de Vinícius de Moraes, e “Árvore dos mamulengos”, de Vital Santos, entre outros. Participou da fundação da Casa do Artesão de Carajás, onde ministrou cursos de artesanato, pintura sobre tela e teatro. Fez cenário e direção artística do Festival da Canção de Carajás (Fescar) durante dois anos, e cenografia para o Festival da Canção de Marabá (Fecam). Participou também da inauguração do Cineteatro em Carajás e da criação da Associação Cultural de Carajás (Ascucar), onde exerceu o cargo de diretor artístico. Foram muitas as participações em atividades culturais, com foco em meio ambiente.
Em 1990, Souza Lobbo foi convidado pelo então prefeito Faisal Salmen para chefiar o departamento de cultura da prefeitura municipal, à frente da Fundação Cultural e Social de Parauapebas.
Antes de chegar à cidade do minério, ele percorreu uma longa estrada como artista plástico, diretor teatral e professor de dança, além de empreender pesquisas sobre o folclore da região. Montou o primeiro auto de Natal realizado no município e dirigiu a Companhia Maria Clara Machado, a mais antiga de Parauapebas, com a peça “Chico Rei”, texto de Walmir Ayala, que representou o município no segundo Festival de Teatro da Amazônia Celular, tendo a Cia. levado o prêmio de melhor ator para Tonico Ferreira e indicações de melhor texto e cenografia.
Souza Lobbo fez parte do primeiro Festival Latino Americano de Artes sem Barreiras e Arte e Educação Inclusiva no Sesc Pompeia, em São Paulo. Montou o espetáculo “Dona Baratinha quer casar”, com crianças portadoras de necessidades especiais. Participou ativamente da criação da Feira da Amizade, do Comércio e da Indústria de Parauapebas (Facipa) e coordenou o primeiro “Festival de danças das escolas do município”.
Ausentou se da cidade para se reciclar em São Paulo e Belo Horizonte. Em seu retorno à Parauapebas, em 2017, fundou a Companhia Atos e Retratos, estreando o espetáculo “Intimidades domésticas”, com texto de Perpétua Ramos e direção de Higor Alcântara.
A Terceira Mostra de Teatro acontecerá no Centro Cultural Parauapebas, com abertura às 19 horas de sexta-feira (8), com a peça “Socorro quer casar”, um ano em cartaz no município. Haverá apresentarão também do Grupo Teatromania, com a peça “Farsas medievais”.
O evento prosseguirá até domingo (9), com espetáculos de cunho infantil e adulto. A entrada é 1 kg de alimento não perecível.
Reportagem: Pebinha de açucar

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