O número das queimadas urbanas em Parauapebas continua alto. O 23º Grupamento Bombeiro Militar registra de cinco a sete chamadas diárias de segunda a sexta-feira. Mas aos finais de semana, o número oscila entre 10 a 12 pedidos de socorro.
O capitão e subcomandante do 23° Grupamento, Sandro Tavares, pontua que mesmo as chamadas sendo recorrentes, os bombeiros estão conseguindo atender de forma mais rápida as solicitações. Um dos motivos é o reforço dos 10 especialistas de incêndio florestal, que fazem parte da “Operação Fênix 2020”, que foram enviados ao município. Na terça-feira (25), houve o revezamento dos profissionais.
Tavares destaca que a população tem optado por realizar as chamadas através do número do WhatsApp: (94) 99158-4436. O que ajuda a evitar alarme falso, já que através do aplicativo são solicitadas imagens e a localização exata do incêndio. Anteriormente, quando as ligações eram feitas pelo número fixo recebiam muitas “chamadas falsas”, conhecidos como trotes.
O capitão pede que a população não coloque fogo nos lotes, o que prejudica os idosos e crianças, agravando as doenças respiratórias, além da queimada ser crime.
Incêndio em veículos
Além de combater incêndios de lotes, os bombeiros são acionados para outras demandas. O aspirante Marcos Moreira contou que somente na terça-feira, os bombeiros controlaram dois incêndios em veículos.
O primeiro na Avenida dos Ypês, no Bairro Cidade Jardim, às 20h20, sendo usado o extintor do próprio veículo. O segundo, e de maiores proporções, ocorreu na VS, às 20h24. Ao chegaram ao local, o carro estava em sinistro. “Boa parte do veículo já havia pegado fogo e a gente só isolou área e controlou o fogo”, conta. O Corpo de Bombeiros Militar do Pará e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil são os responsáveis pela “Operação Fênix 2020”, com o objetivo de estabelecer os procedimentos quanto aos serviços de combate às queimadas a ser realizado pelo CBMPA durante o período de 10 de agosto a 10 de setembro, a qual foi planejada com base no aumento de ocorrências de queimadas registradas nas regiões envolvidas – cerca de 89% – no período de maio a julho de 2020, em comparação ao mesmo período de 2019.
Reportagem: Theíza Cristhine e Ronaldo Modesto – Correio de Carajás