O Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso (HRSP), gerenciado pela Pró-Saúde em Marabá (PA), iniciou um novo método na unidade para o tratamento respiratório de pacientes com a Covid-19, com a utilização de máscaras de mergulho, adaptadas a respiradores. Trata-se de uma terapia não invasiva que surgiu na Itália e começou a ser desenvolvida recentemente no Brasil, após a doação de máscaras feita pela empresa Decathlon.
A unidade, que pertence ao Governo do Estado do Pará, é referência para 22 municípios da região para casos graves da Covid-19 e foi contemplada com a doação de oito máscaras, disponibilizadas pela Organização Não Governamental (ONG) “Grupo Solidário da Saúde do Pará“. Os equipamentos, que normalmente são utilizados para mergulho, foram adaptados para utilização em pacientes que tem síndrome respiratória por Covid-19. Após passarem por testes pela equipe de Fisioterapia do HRSP, os dispositivos apontaram resultados satisfatórios e começaram a ser utilizadas nesta semana nos pacientes.As máscaras são utilizadas em conjunto com um Bipap, aparelho de ventilação não invasiva. O método têm o objetivo de evitar a intubação orotraqueal dos pacientes da Covid-19. O sistema, além de proporcionar aos pacientes melhora dos sintomas, também protege os colaboradores, uma vez que não provoca dispersão de aerossóis contaminados no ambiente, devido a existência de filtros, ou seja, o ar que passa pela máscara proveniente do Bipap, sai filtrado e descontaminado.
Segundo o Fisioterapeuta do HRSP, Acauã Valk, a técnica utilizada será a mesma que já vendo sendo usada com sucesso em outras unidades do estado do Pará, como o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, também gerenciado pela Pró-Saúde. “É um método que vem obtendo resultados significativos no tratamento da Covid-19. As mascaras são hermeticamente fechadas, o que possibilita por meio da inspiração do oxigênio, que o pulmão passe por uma expansão. Com a utilização do equipamento Bipap, o oxigênio entra nos pulmões com maior pressão, contribuindo assim, para a melhora das trocas gasosas dos pacientes, evitando em muitos casos a intubação orotraqueal“, explicou o profissional.
No momento, as máscaras estão atendendo dois pacientes da unidade. O uso é indicado conforme necessidade do usuário e quadro clínico de cada um. Após 24 horas de utilização, elas passam por um processo de higienização. O dispositivo é de fácil manuseio e pode ser reutilizado por outros pacientes após a desinfecção.
Para Valdemir Girato, diretor Hospitalar do HRSP, a utilização das máscaras de mergulho adaptadas em usuários com a Covid-19, é uma das ações desenvolvidas na unidade com o objetivo de combater a pandemia e promover o bem-estar dos pacientes da unidade. “Estamos felizes pela doação que recebemos, e por podermos oferecer mais um atendimento diferenciado aos nossos pacientes, contribuindo assim, com a melhoria da sua qualidade de vida. São testes iniciais, mas estamos esperançosos com os resultados alcançados“, ressaltou o diretor.
Leitos para covid-19 no HRSP
O HRSP presta atendimento 100% gratuito e é referência no tratamento de casos graves da Covid-19 na região. A unidade conta com 115 leitos, dos quais 32 são exclusivos para atendimento aos casos da doença, que estão divididos em 10 leitos de UTI Adulto, 04 leitos de UTI Pediátrica e 18 leitos de Enfermaria. Até a manhã desta segunda-feira (22/6), o HRSP já alcançou a marca de 34 pacientes recuperados, após internação relacionada ao novo Coronavírus.
Sobre a Pró-Saúde
A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 24 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.
A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.
Ederson Oliveira – ASCOM Prósaúde