Na manhã desta terça-feira (04) os servidores públicos municipais de Marabá interditaram mais uma vez a entrada para a Ponte Rodoferroviária, sobre o Rio Tocantins, bloqueando o único acesso ao Bairro do São Félix e Morada Nova. Um dos principais motivos da reivindicação é o atraso do pagamento do salário dos servidores.

A interdição acontecia a cada 20 minutos desde as 8 horas até às 11 horas da manhã, causando grande engarrafamento. Este foi o segundo ato unificado nesta semana, realizado pelos servidores da saúde, da administração, educação e da guarda municipal, que querem receber o salário integral até o dia 10 de cada mês, de acordo com a lei orgânica, além de vale refeição junto com o pagamento.

De acordo com o Professor Francisco Carlos, a situação da classe é lamentável. “Estamos sem visa-vale, vim com 10 reais para colocar combustível. Muitos companheiros estão com falta de alimentação. São várias famílias com salário atrasado de setembro e ainda tem o que foi tirado indevidamente no mês de julho, do meu salário foi tirado mais de 50%”, desabafa Francisco.

A greve dos professores atinge 90% das escolas municipais e deixa cerca de 50 mil alunos sem aula. Segundo um dos coordenadores do movimento, Everaldo Marinho, o governo não dá resposta as reivindicação das categorias. “A gente continua aqui porque nossos direitos estão sendo feridos gravemente. Gostaria que a comunidade entendesse o empasse e que viesse pra rua porque o direito que estão sendo tirados são os das crianças, dos professores, dos agentes de portaria e dos membros da comunidade”, afirma Everaldo Marinho.

Entre a extensa pauta dos servidores está a devolução do dinheiro roubado no mês de junho, o pagamento do retroativo do piso no mês de janeiro e fevereiro, o pagamento das horas extras da saúde, da guarda municipal e dos agentes de portaria.

 Reportagem: Jéssika Ribeiro, de Marabá